quarta-feira, 31 de outubro de 2007

PORTUGAL GOLEOU

Portugal goleou hoje á tarde a Inglaterra por 12-0 em jogo da 2ª jornada da Série B e já assegurou a presença nas meias-finais. A equipa lusa aproveitou a fragilidade da equipa britânica para fazer golos que podem vir a ser importantes em casa de empate no jogo de amanhã com a França que derrotou esta noite a Suíça por 2-1. O jogo de amanhã entre lusitanos e gauleses decide quem vencerá o grupo e assim evitar a Espanha. Por Portugal marcaram Pedro Coelho (4), Marco Gatinho (2), Henrique Magalhães, Rafael Costa, João Souto, Pedro Vaz, João Silva e Celso Silva (1).


Foto: Site Oficial Europeu Juvenis 2007

ENTREVISTA DA SEMANA

Forte presença no banco, disciplinador e profundo conhecedor da modalidade, começou como preparador físico da equipa sénior dos “Tigres de Almeirim” no ano de 1994, passando pelo Sporting de Tomar e Centro Desportivo de Fátima sendo mais tarde um dos responsáveis pelo aparecimento do hóquei em patins na Gualdim Pais em Tomar. Passou pelo União Futebol Entroncamento onde foi campeão distrital e assegurou a manutenção das suas equipas nos nacionais, rumou a Almeirim onde além dos escalões de formação foi o responsável pelo escalão sénior do clube. Após esta ultima experiência abandona o hóquei e segue para treinar/ensinar os jovens do CLAC a dar as suas primeiras braçadas e consolidar a sua adaptação ao meio aquático. Foi nas piscinas Municipais do Entroncamento que o Cartão Azul foi encontrar Barros Simões para uma agradável conversa.
CA – Boa noite, o que é feito do Barros Simões treinador de hóquei que nos habituamos a ver por esses pavilhões fora?
BS – O Barros Simões que muitos conheceram como treinador de hóquei continua a existir estando no entanto neste momento inactivo por opção própria porque os convites para reiniciar a minha actividade como treinador têm existido quer ao nível da formação como da competição. Talvez não sendo do conhecimento de muito daqueles que privaram comigo durante o período em que tive envolvido no hóquei em patins eu sempre mantive outra actividade desportiva nomeadamente a natação na sua vertente formativa (ensino) sendo essa actividade aquela que me ocupa neste momento todo o tempo.
CA – Um treinador disciplinador e com um excelente curriculum a acompanhá-lo, ao abandonar a modalidade, deixa-a mais pobre a nível técnico/táctico. Para quando o regresso, se é que haverá regresso?
BS – Não sei se o meu abandono deixou a modalidade mais pobre a nível técnico/táctico, o que posso garantir é que enquanto treinador/formador durante o período em que estive envolvido com a modalidade sempre primei pela responsabilidade, empenhamento e dedicação para que o meu trabalho fosse avaliado positivamente por quem de direito e que todos aqueles que me tiveram como treinador, quer dos mais novos aos mais velhos conseguissem apreender novos conceitos tácticos, desenvolvessem a sua cultura táctica de jogo e nomeadamente assumissem o jogo com desportivismo respeitando sempre o adversário, no fundo respeitarem os outros para que possam ser respeitados. Em relação a um possível regresso nada poderei dizer de concreto adiantando no entanto que continuo a gostar muito do hóquei em patins e que a porta não esta fechada mas sim encostada podendo ser reaberta a qualquer momento.
CA – O que leva uma pessoa que respirava hóquei por todos os poros, abandonar assim de um momento para o outro a modalidade e sem praticamente aviso prévio?
BS – Como é do conhecimento da maioria das pessoas eu nunca foi praticante da modalidade e talvez por esse facto seria difícil alguém acreditar que eu poderia ser um bom treinador de hóquei, no entanto eu procurei encontrar uma forma de começar a perceber a modalidade, e esse respirar de hóquei foi conseguido através de muita observação, nomeadamente de jogos realizados pelo Sporting de Tomar quando este se encontrava na primeira divisão e inclusivamente na observação de muitos treinos ministrados na altura por Jorge Vicente e também por muita leitura de documentos relacionados com a modalidade. Todo este saber acumulado contribuiu para que eu pudesse desenvolver um trabalho que foi sendo reconhecido por diversos clubes passando pela formação até a competição sénior e terá sido ai que este ciclo de envolvimento com a modalidade chegou ao fim, e como o meu ultimo envolvimento foi com uma equipa sénior terá dado a ideia de que eu deixei o hóquei sem dizer nada a ninguém até porque, a relação que as pessoas faziam da minha pessoa com a modalidade era quase sempre com escalões jovens, dai talvez a minha saída da modalidade não tenha sido assim tão prematura mas talvez o chegar ao final de um ciclo de envolvimento com o hóquei em patins.
CA – Que recordações positivas e negativas ficaram da passagem pela modalidade?
BS – Será sempre ingrato estar a fazer referencia a situações positivas ou negativas, mas não posso deixar de dizer a satisfação que sinto em verificar que depois de tantas dificuldade que tive em desenvolver um projecto inicial para o aparecimento do hóquei em patins na Gualdim Pais culminar depois de alguns anos com o aparecimento de mais uma equipa sénior no nosso distrito, assim com, os tempos em que estive no União do Entroncamento a trabalhar com um conjunto de atletas fabulosos (Iniciados e Juvenis) que me permitiram grandes sucessos desportivos e valorização profissional quer a nível regional como nacional. A referencia mais negativa não tenho duvidas nenhumas em dizê-lo, foi que, com o passar dos anos a realidade de um treinador quer nos escalões de formação ou competição passava por ter que treinar com quatro, cinco atletas por treino o que convenhamos não é de todo normal para quem quer desenvolver a todos os níveis um trabalho sustentado, objectivo e estimulante.
CA – O Gualdim estreou-se na 3ª divisão nacional em seniores, tendo sido um dos clubes que treinou e penso que alguns dos jogadores do plantel foram seus atletas, o que lhe apraz dizer?
BS – É com grande satisfação e orgulho que verifico que o trabalho, os sacrifícios e a grande força de vontade de todos aqueles que estiveram envolvidos no projecto inicial da Gualdim Pais, e isso aconteceu no ano de 1996, conseguiu criar raízes muito fortes nas crianças na altura, e passado 10 anos algumas dessas crianças agora já adultos continuam a ter a mesma vontade a mesma satisfação em representar o Clube que os viu nascer para a modalidade, como se costuma dizer em gíria desportiva “é o amor á camisola” o que é muito difícil de encontrar nos dias de hoje.
CA – Dos atletas que treinou no União, actualmente só o Rui Alves, Pedro Brazete, continuam em actividade, jogadores como o Daniel Pires, Catarino, Sapateiro, Velez entre outros abandonaram a actividade. Será reflexo do estado actual da modalidade, ou será que a mesma necessitava de ser redimensionada para colmatar o conflito universidade/desporto para quem vive no interior e tem de sair da sua terra para ir estudar?
BS – O facto da maioria dos jovens jogadores não darem continuidade a sua carreira desportiva no escalão sénior estará sempre associada a necessidade desses jovens começarem a dar prioridades a sua vida e como é bastante fácil de perceber a formação académica na maioria dos casos sobrepõem-se sempre a continuação da formação desportiva, e será uma utopia pensar-se que a modalidade se irá adaptar a essa realidade. Não tenho duvidas nenhumas que existem excepções, mas isso depende muito da força de vontade de cada atleta e em especial do gosto pela modalidade, ou de um grande sacrifício entre a obtenção do sucesso académico com a pratica desportiva e essa simbiose por vezes não é fácil de acontecer e não nos podemos esquecer que a passagem para o escalão sénior representa maior responsabilidade, nomeadamente o numero de treinos aumenta significativamente e a condição física necessária para a pratica do hóquei em patins requer um trabalho continuo e sustentado, não acreditando que modalidade esteja sensível a estes problemas nem tenha num futuro próximo mecanismo para os resolver.
CA – De entre os clubes que representou, qual lhe proporcionou melhores condições de trabalho, projecção desportiva, e obtenção de resultados?
BS – Durante os anos em que estive envolvido com a modalidade sempre tive o cuidado de transmitir a quem de direito as necessidades mínimas para se realizar um trabalho condigno, e para conseguir alcançar esse resultado sempre tive ao meu dispor as condições necessárias, mas como sou exigente comigo próprio procurei sempre alcançar as melhore condições de treino para obter determinados objectivos, e não querendo esquecer os outro clubes por onde passei, seria ingrato da minha parte não referenciar o clube do União do Entroncamento, como sendo o clube onde consegui alcançar os melhores resultados desportivos da minha curta carreira como treinador.
CA – Muitos treinadores queixam-se durante a época que lhes falta o “background” necessário por parte da direcção. Alguma vez sentiu isso?
BS – Para ser sincero não tenho razões de queixa em relação ao apoio prestado pelas diversas direcções dos clubes por onde passei para poder desenvolver o meu trabalho, claro que nem sempre foi possível satisfazer algumas necessidades, mas com menor ou maior dificuldade essas necessidades eram ultrapassadas com a vontade e dedicação de todos os intervenientes no processo de resolução dos problemas. Isto talvez porque eu quando iniciava um projecto fazia questão de reunir com elementos da direcção e ai colocar algumas condições quer de trabalho quer de acompanhamento do grupo que eu iria treinar. Como exemplo posso dizer que raramente começava um treino sem estar presente no mínimo um elemento da secção do escalão que iria iniciar o treino na altura.
CA – Enquanto treinador dos Tigres, fazia diariamente ou quase diariamente mais de 100 km para treinar/jogar, o que o movia, o amor á modalidade ou ter encontrado em Almeirim uma base para um projecto com cabeça tronco e membros?
BS – Talvez na vossa pergunta falte a parte da gratificação monetária, porque na opinião de muitos os treinadores vão para onde essa gratificação for maior. Não escondo que sou da opinião que quando o trabalho de um treinador é reconhecido e algum clube quer obter os seus préstimos esse trabalho deve ser valorizado, mas como é óbvio não existe nenhum clube no distrito que possa valorizar de uma forma real esse trabalho. A minha ida para os Tigres de Almeirim em primeiro lugar nada teve haver com melhores gratificações monetárias como potencialmente muitos possam pensar, porque na altura eu estava a treinar no União do Entroncamento equipas que participavam nos campeonatos nacionais, e essa participação estava incluída num ciclo que iria ser concluído, entretanto foi-me proposto um novo desafio, nomeadamente vindo dos Tigres de Almeirim, e esse desafio englobava a formação e a possibilidade de treinar uma equipa sénior, e sendo um convite findo do clube onde comecei para a modalidade, assim como os objectivo apresentados serem muito interessantes, nomeadamente a possibilidade de poder efectuar um trabalho na formação que mais tarde poderia ser transferido para a equipa sénior que julgo ser este o método mais correcto para que um clube possa manter a sua sustentabilidade competitiva, acabei por aceitar o convite independente da distancia que tinha de percorrer diariamente para treinar as diversas equipas que tinha á minha responsabilidade.
CA – Como vê neste momento a modalidade a nível de formação, e a nível de seniores no Ribatejo, se é que continua a acompanhá-la?
BS – Na minha opinião a formação será sempre o alicerce para que, mais tarde se consiga um bom desempenho competitivo ao nível do escalão sénior, agora como é que se consegue uma boa formação, com muita dedicação, empenhamento e sacrifícios, porque sem estes atributos não chega termos ao nosso dispor um grande numero de praticantes para se poder dizer que temos uma boa formação, ou seja para quem quer uma boa formação deve preocupar-se em encontrar alguém que se dedique de uma forma efectiva e consistente, e sinceramente não sei se actualmente os clubes se preocupem muito com esse aspecto. Em relação ao escalão sénior não poderei dizer grande coisa porque normalmente o objectivo é ganhar e para se ganhar temos de ter os melhores jogadores e o melhor treinador e será sempre esse o objectivo principal de todos os clubes que tenham equipas seniores.
CA – Estando agora ligado á natação uma modalidade bem diferente do hóquei, em que ponto as mesmas se tocam?
BS – É muito difícil efectuar um paralelismo entre as duas modalidades, porque desde logo uma é colectiva a outra é individual, uma utiliza o meio aquático outra o meio terrestre sendo também os seus objectivos completamente distinto. Talvez por serem tão diferentes eu tenha optado por me manter directamente envolvido com a sua pratica e na ausência de uma existe sempre a outra, não sendo na minha opinião muito fácil de encontrar pontos de convergência entre ambas.
CA – Até que ponto a experiência adquirida ao longo dos anos em que esteve ligado ao hóquei, lhe trouxe dividendos para esta nova experiência, ou então até que ponto a natação lhe pode dar traquejo para um eventual regresso ao hóquei?
BS – Ambas as modalidades requerem muita dedicação. É muito difícil alguém conseguir transportar de uma modalidade para a outra, entre outros aspectos, esquemas de treino ou envolvimentos tácticos, agora em relação as necessidades pedagógicas aos conhecimento técnicos essas necessidades são comuns a todas as modalidades e serão estes aspectos que iram condicionar o sucesso ou insucesso do trabalho do treinador/formador.
CA – Bem resta-me agradecer a disponibilidade, e o espaço fica á disposição para alguma mensagem que queira deixar aos visitantes do Cartão Azul
BS – Desde já um muito obrigado por terem a amabilidade de me efectuarem esta entrevista, nunca esquecendo a importância que o hóquei em patins tem para mim, assim como da grande importância que tem a existência de um espaço como o vosso para que toda a família hoquista possa dialogar, comentar e consultar todo sobre hóquei. Gostaria de deixar o alerta para quem de direito que o hóquei em patins é uma modalidade muito especial para a maioria dos portugueses e que a mesma deve ser defendida, acarinhada e apoiada e não o contrario como vem acontecendo com alguma frequência.

PORTUGAL ENTRA A GANHAR

Portugal entrou a ganhar no Europeu de Juvenis, derrotando a Suíça por 2-1, num jogo que acabou por ser mais difícil do que inicialmente seria de esperar. Portugal abriu o marcador aos 6 min por Henrique Magalhães, a Suíça viria a empatar aos 22 min e Marco Gatinho faria o golo da vitória aos 25 min. Com este triunfo Portugal soma 2 pontos e lidera conjuntamente com a França o Grupo B. Hoje a equipa lusa defronta pelas 1900 horas locais a Inglaterra.


Foto: Site Oficial Europeu Juvenis 2007

terça-feira, 30 de outubro de 2007

TREINADOR DE BANCADA


HÓQUEI EM CADEIRA DE RODAS

Numa altura em que se fala diariamente sobre as barreiras arquitectónicas em Lisboa e noutros sítios do país que impedem diariamente as pessoas portadoras de deficiências de terem uma vida mais facilitada no que diz respeito á sua mobilidade, fui encontrar no site do Europeu de Juvenis uma modalidade que pessoalmente desconhecia, já tinha visto basquetebol e outros desportos praticados em cadeira de rodas, mas nunca hóquei, o que me deixou bastante curioso, então decidi dar uma volta pelo site a respeito desta nova modalidade, e o que mais me surpreendeu foi a forma alegre e divertida como os atletas a praticavam.

Deixo aqui o convite para a visita ao site, e um desafio aos amantes da modalidade para deixarem o seu comentário acerca desta nova vertente do hóquei e que de certeza enquadrada em eventos como os campeonatos da Europa ou do Mundo trarão mais adeptos á modalidade, seja a original ou as que dela derivam.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

EUROPEU DE JUVENIS

Têm inicio hoje em Nantes, o Europeu de Juvenis que se vai prolongar até 03 de Novembro. A equipa Portuguesa que faz parte do grupo B entra em acção amanhã pelas 1900 Horas locais defrontando a Suíça. Entre os árbitros que vão estar presentes neste certame destaque para Luís Inácio (Internacional B) do Conselho Regional de Árbitros de Hóquei em Patins do Ribatejo.
Inserido no Torneio a organização vai levar a efeito uma demonstração de Hóquei em Cadeira de Rodas, esta demonstração faz parte de uma iniciativa que vai apresentar á Federação Francesa de Handisport (desporto para pessoas portadoras de deficiência), para que a modalidade venha a ser reconhecida e tenha a divulgação/expansão apropriada. De seguida apresentamos um vídeo com uma pequena demonstração desta modalidade.

video

clique duas vezes no botão play

LUÍS SÉNICA JÁ ESCOLHEU

Luís Sénica já escolheu os 10 atletas que irão representar Portugal no Campeonato do Mundo Sub_20 que terá lugar em Santiago do Chile, entre 24 de Novembro e 01 de Dezembro de 2007.
Na minha opinião o grande ausente desta convocatória é o portista Diogo Fernandes, de salientar também que David Vieira actual jogador do Santa Cita chegou a fazer parte do grupo de trabalho no estágio do Luso e Rio Maior.



Fonte: FPP

domingo, 28 de outubro de 2007

ENTREVISTA A FRANCISCO GAVANCHO

O Blog MSJ7 publica hoje uma entrevista entitulada "Os bastidores do Cartão Azul com Francisco Gavancho" que pode ser visitada em :

http://marioserra7.blogspot.com/2007/10/os-bastidores-do-cartoazul-com.html

Fica o meu obrigado ao Mário Serra por relevar aos visitantes mais alguma coisa acerca do Cartão Azul.

RESULTADOS DE 27/10/07

Foi um sábado negro para as equipas Ribatejanas, excepção feita ao ACR Santa Cita que salvou a “honra do convento” vencendo o seu jogo. Em Ourém, no Pavilhão do Pinheiro a Juventude Ouriense voltou a perder e curiosamente pelo mesmo resultado dos últimos jogos em casa 4-3. Na 2ª divisão a norte o SC Tomar foi goleado na deslocação a Lavra, 8-2 foi o resultado, a sul o União depois de estar a vencer por 1-0 e 2-1 acabou por ver o Marítimo chegar á vitória, 4-2 foi o resultado a favor dos Madeirenses, por fim na 3ª divisão série B o Gualdim Pais que jogava perante o seu publico não conseguiu levar de vencida o Mealhada e perdeu por 5-1, por fim o Santa Cita recebeu o Rio Maior e venceu com toda a naturalidade por 5-1.

1ª DIVISÃO
1800 Horas - J. Ouriense 3 - UD Oliveirense 4

2ª DIVISÃO – ZONA NORTE
1830Horas - CRPF Lavra 8 – SC Tomar 2
2ª DIVISÃO – ZONA SUL
1630 Horas - União FE 2 - CS Maritimo 4

3ª DIVISÃO – SÉRIE B
2100 Horas - SFG Pais 1 - HC Mealhada 5
3ª DIVISÃO – SÉRIE C
1800 Horas - ACR Santa Cita 5 - CN Rio Maior 1

sábado, 27 de outubro de 2007

AGENDA PARA 27/10/07

Realiza-se hoje mais uma jornada dos nacionais da 1ª, 2ª e 3ª divisões, e as equipas ribatejanas com excepção do SC Tomar jogam todas perante o seu publico. Na divisão principal a J. Ouriense após o empate conseguido frente ao SL Benfica, recebe a UD Oliveirense. Em relação á zona norte da 2ª divisão o SC Tomar desloca-se até aos arredores do Porto para defrontar o Lavra, ao passo que na zona sul o União recebe a equipa do Marítimo. Na 3ª divisão série B a SFG Pais recebe o HC Mealhada, naquele que é o primeiro jogo oficial em casa, já na série C as equipas ribatejanas encontram-se, o Santa Cita recebe o CN Rio Maior, e os Tigres recebem os Corujas, num jogo que é um derby com historia no distrito, mas que apenas será realizado dia 01 de Novembro e dirigido pelo arbitro Carlos Fagulha.

1ª DIVISÃO
1800 Horas - J. Ouriense - UD Oliveirense

2ª DIVISÃO – ZONA NORTE
1830Horas - CRPF Lavra – SC Tomar
2ª DIVISÃO – ZONA SUL
1630 Horas - União FE - CS Maritimo

3ª DIVISÃO – SÉRIE B
2100 Horas - SFG Pais - HC Mealhada
3ª DIVISÃO – SÉRIE C
1800 Horas - ACR Santa Cita - CN Rio Maior
1900 Horas - HC “Os Tigres” - GC “Os Corujas” (Dia 01-Nov-07)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

PROJECTO SUB-18

Disputa-se no próximo domingo dia 28 no Luso (Zona Norte e Centro) e Lagos (Zona Centro e Sul), os jogos de apuramento deste Projecto Sub-18 em Hóquei em Patins Feminino. As equipas participantes são HC Mealhada, CH Carvalhos, AD Sanjoanense e HC Viseu (Norte/Centro) e Roller Lagos, HC Portimão, CD Boliqueime e CDR Lobinhos (Centro/Sul).

PROGRAMA
LUSO
- 1030 Horas - HC Mealhada - CH Carvalhos
- 1130 Horas - AD Sanjoanense - HC Viseu
- 1700 Horas - 3º e 4º Lugares
- 1800 Horas - Final

LAGOS
- 1030 Horas - Roller Lagos - HC Portimão
- 1130 Horas - CD Boliqueime - CDR Lobinhos
- 1700 Horas - 3º e 4º Lugares
- 1800 Horas - Final

Cortesia:
Foto: Hóquei em Patins

1º TORNEIO QUADRANGULAR DE SELECÇÕES

Tem lugar amanhã dia 27 de Outubro de 2007 a partir das 1100 Horas no Pavilhão Municipal do Entroncamento, um o 1º Torneio Quadrangular de Selecções em Patinagem Artística com a participação das Associações do Ribatejo, Leiria, Setúbal e Lisboa.

UNIÃO FE - MARITIMO

Devido ao cancelamento da greve dos pilotos da aviação civil prevista para amanhã, o jogo União FE - Maritimo referente á 2ª jornada do Campeonato Nacional da 2ª Divisão Zona Sul será disputado amanhã pelas 1630 Horas no Pavilhão Albano Mateus no Entroncamento

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

UNIÃO-MARITIMO ADIADO DEVIDO Á GREVE

O jogo UNIÃO-MARÍTIMO marcado para sábado às 16:30h não se irá realizar, pelo facto de a greve dos pilotos aéreos marcada para o próximo sábado ter sido hoje confirmada. Assim este jogo, referente á 2ª jornada do nacional da 2ª Divisão Nacional fica sem efeito. Logo que os clubes e a federação se entendam quanto à data para a realização do mesmo, informaremos os nossos visitantes.

ESPAÇO ABERTO

A propósito da entrada do Equador no Campeonato Mundial sub 20 no Chile queé uma excelente notícia já muita gente que diz e com razão que vai havercabazadas e isto acontece porque os dirigentes internacionais não fazemprojectos de formação nos Países e até pesquisa de novos Países para aprática da modalidade, como isto anda muito abandonado, alguns paísesmantêm-se a custo e outros voluntariamente aderem à modalidade sem qualquerapoio . Porque isto é assim, se não se fizer um trabalho de marketing e depromoção do Hóquei em Patins ele fica esquecido (apesar de ser dos melhoresdesportos do Mundo ) porque existem solicitações de todo o tipo emodalidades a promoverem-se a anos luz da nossa . Desta forma só à umcaminho e tenho defendido isto noutros fóruns , que é o de o Hóquei emPatins criar Associações e Federações sozinho , separa-se das outrasmodalidades da patinagem ( até porque não têm nada a ver uma com as outras ), porque senão morre . Vê-se o exemplo da FIRS que não liga patavina àmodalidade e por outro lado , já vemos alguns exemplos da tendência para oHóquei em Patins ser independente , vejamos os casos na Argentina , Chile ,México e até aí na Suíça . Deste modo o Hóquei séria melhor gerido comprojectos concretos, como por exemplo o Olímpico. Para terminar queria poroutro tema à discussão, porque não universalizar o nome do Hóquei em Patinsnum só nome para a modaliade , nos EUA é Hardball Hockey , nos PaísesFrancófonos é Rink Hockey , na Alemanha é Rollhockey , em Portugal é Hóqueiem Patins , na Itália é Hóquei Pista, em Espanha é Hoquei sobre Patines, etcetc porque não um só nome para todo o Mundo .Agradeço o favor de publicação no vosso blog , pondo à discussão 3 temas que resumo:
* Marketing , promoção , pesquisa , angariação e formação em novos Países e consolidação dos existentes que mais precisarem de apoio.
* Criação de Associações e Federações apenas para o Hóquei em Patins .
* Uniformização a nível Mundial do nome da modalidade

Cumprimentos
Rinito Cavaco Rita

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

HÓQUEI EM PATINS - DÉCADA 70

Continuando a minha navegação pelo oceano cibernético encontrei no site "Centenário do Sporting" esta noticia que traz boas recordações a quem gosta de hóquei em geral e aos Sportinguistas em particular.
DREAM TEAM
Equipa de sonho, com Rendeiro, Livramento, Ramalhete,
Chana e Sobrinho, dominou o hóquei na década de 70
O Sporting dominou o hóquei em patins Português durante quatro anos, da época 1974/75 a 1977/78.
Durante esses quatro anos de ouro, o clube de Alvalade conquistou quatro títulos nacionais, duas Taças de Portugal e uma Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Na base destes êxitos esteve uma equipa que constituiu, na altura, um autentico “dream team” do hóquei em patins.
Nomes como António Ramalhete, Júlio Rendeiro, sobrinho, Chana e Livramento espalharam pelos ringues nacionais e europeus uma verdadeira classe hoquista, tanto ao serviço do Sporting como da Selecção Nacional.
De todos os títulos conquistados por este “ cinco “ maravilha, a vitória na 11ª edição da taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1977 – a primeira de uma equipa Portuguesa – constitui o ponto mais alto para conjunto de jogadores do Mundo, manteve-se, mais tarde, no topo da modalidade, agora como treinador.
CURIOSIDADE
Torcato Ferreira comandou o "Dream Team"
e foi considerado o melhor treinador do Mundo
No comando do “dream team “ do hóquei em patins Português estava um treinador então considerado como o melhor do Mundo: Torcato Ferreira.
Nascido em Lisboa, no dia 24 de Janeiro de 1922, Torcato Ferreira começou a impor-se no Benfica.
Quando da sua passagem para o Sporting, o técnico construiu aquela que seria a 1ª equipa portuguesa a vencer uma Taça dos Clubes Campeões.
Para além de exercer a sua actividade em clubes, Torcato Ferreira, como seleccionador nacional, venceu três Europeus, um Mundial e uma Taça das Nações.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

REVISTA GENTE 1974

Numa das minhas viagens cibernautas, sem rumo definido e navegando ao sabor da maré, procurando neste oceano informático, novidades, curiosidades e afins sobre a modalidade, deparei com o blog Ilustração Portuguesa, fazendo já a devida vénia á sua administradora Sra. Mariana, onde encontrei esta relíquia “Como são e pensam os campeões mundiais de hóquei em patins” publicado na Gente nº42, 27 Agosto a 2 Setembro 1974, com o preço de capa de 12$50 escudos.
Fica então as fotos da revista podendo os visitantes clicar na imagem para ampliar a mesma.



segunda-feira, 22 de outubro de 2007

UM CINCO PARA A HISTÓRIA

João Simões, Pedro Rivotti, Ricardo Monteiro, P. Almeida, Loic Ferreira, será o cinco que ficará para a história da SF Gualdim Pais, ou seja o primeiro cinco que a equipa de Tomar apresentou em jogos oficiais num campeonato nacional de seniores. Apesar de já ter jogado frente ao Pessegueiro do Vouga para a Taça de Portugal a estreia num campeonato nacional será sempre o momento alto de qualquer colectividade e o motivo de orgulho e o ponto de partida para muitos e sucessos desportivos. Foi este o cinco escolhido pelo treinador/jogador Hélder Santos para o jogo frente á AA Coimbra, equipa que apadrinhou a estreia dos nabantinos em plena cidade dos estudantes. De salientar os restantes jogadores que também terão o seu lugar na história do clube, João Pombo, Hélder Santos, André Silva, L. Jerónimo, Francisco Cruz.

PORTUGAL NO SEU MELHOR

"... No passado fim-de-semana (13 de Outubro de 2007), fui ver um jogo entre equipas da 2ª Divisão Nacional a contar para a Taça de Portugal e como me esqueci de levar o cartão de treinador, tive de pagar bilhete.
Até aqui tudo bem, não fosse o facto de me terem levado 5€ pela entrada e me terem dado um bilhete a dizer 1000$00...
O euro já está em vigor à aproximadamente 6 anos, desde 2002 a título definitivo para quem não sabe...
Se fosse eu a vender bilhetes destes, não os venderia, pois não teria coragem para tal e segundo me informaram, legalmente não podem ser vendidos.
Por isso, caros treinadores, atletas e dirigentes, se vos acontecer uma situação deste género, podem exigir entrar sem pagar e em caso de não deixarem entrar basta somente chamar a polícia e registar uma queixa, porque a lei não permite isto..."
Esta informação foi-nos enviada via e-mail por um leitor devidamente identificado, mas que a pedido do mesmo, em caso de publicação da mensagem no blogue, pediu anonimato.


domingo, 21 de outubro de 2007

RESULTADOS - DIA 20/10/07

Juventude Ouriense empate com o Benfica e soma o primeiro ponto na prova. SC Tomar vence J. Pacense pela margem mínima. União FE goleado em Sesimbra. Santa Cita assume candidatura ao vencer Estreito na Madeira. HC “Os Tigres”, GC “Os Corujas”, SFG Pais e CN Rio Maior entram com patim esquerdo e perdem primeiro jogo.

1ª DIVISÃO – 5ª JORNADA
SL Benfica 3 - Juventude Ouriense 3

2ª DIVISÃO – ZONA NORTE – 1ª JORNADA
SC Tomar 3 - Juventude Pacense 2
2ª DIVISÃO – ZONA SUL – 1ª JORNADA
GD Sesimbra 9 - União FE 2

3ª DIVISÃO – SÉRIE B
AA Coimbra 6 - SFG Pais 4
3ª DIVISÃO – SÉRIE C
GD Estreito 3 - ACR Santa Cita 4
GC “Os Corujas” 1 - C Stella Maris 4
UD Vilafranquense 4 - HC “Os Tigres” 2
CN Rio Maior 0 - HC Lourinhã 7

sábado, 20 de outubro de 2007

AGENDA NACIONAL - DIA 20/10/07

Começa hoje o campeonato da 2ª e 3ª divisões e finalmente as equipas ribatejanas vão estão todas em acção de norte a sul do país e ilhas. Em relação á 1ª divisão a Juventude Ouriense desloca-se até ao Pavilhão da Açoriana Seguros para defrontar o SL Benfica, a equipa de Ourém procura a primeira vitória ao passo que os encarnados vêem de duas derrotas seguidas.
Na 2ª divisão zona norte o SC Tomar recebe no Pavilhão Jácome Ratton a Juventude Pacense, equipa que subiu este ano á segunda divisão. Na zona sul o União FE desloca-se até Sesimbra para defrontar a equipa local, num pavilhão sempre difícil e com um publico entusiasta a “puxar” pela equipa da casa.
Na 3ª divisão zona B o estreante SFG Pais viaja até Coimbra para defrontar a Associação Académica. Na zona C o Santa Cita desloca-se á Madeira para defrontar o Estreito, e reeditar o jogo do passado sábado disputado em Sta Cita onde os locais venceram 6-4 para a Taça de Portugal, de salientar que este é um jogo entre candidatos, por sua vez os Tigres deslocam-se até Vila Franca de Xira, num jogo apelidado de derby pelo facto de muitos dos atletas de Almeirim serem de Vila Franca, é também um jogo de candidatos. O CN Rio Maior recebe uma das equipas que mais e melhor se reforçou para esta época o HC Lourinhã, por fim a jovem equipa de Coruche recebe o CS Maris.

1ª DIVISÃO
1800 Horas - SL Benfica - J. Ouriense

2ª DIVISÃO – ZONA NORTE
1800 Horas - SC Tomar - J. Pacense
2ª DIVISÃO – ZONA SUL
1800 Horas - GD Sesimbra - União FE

3ª DIVISÃO – SÉRIE B
1800 Horas - AA Coimbra - SFG Pais
3ª DIVISÃO – SÉRIE C
1700 Horas - GD Estreito - ACR Santa Cita
1800 Horas - UD Vilafranquense - HC “Os Tigres”
1800 Horas - GC “Os Corujas” - C Stella Maris
2000 Horas - CN Rio Maior - HC Lourinhã

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

ACR SANTA CITA vs SEL . JUVENIS

O jogo com a Selecção de juvenis, foi um jogo bem disputado em que fizemos questão de dar minutos a todos os jogadores do clube, principalmente aqueles que são menos utilizados sem tirar o poder competitivo à equipa, no computo geral a equipa esteve bem, pecou excessivamente na finalização, pois enquanto estivemos em vantagem por 1-2 e mesmo depois de sofrermos o empate, podíamos ter de facto acabado com a história do jogo se os meus atletas soubessem aproveitar as oportunidades que tivemos, mas foram oportunidades conquistadas e não oferecidas, pois a selecção de juvenis também teve mérito na maneira como se defendeu nessa fase do jogo, depois acabou por dar uma prova real da sua classe, quando nos começou a criar problemas, tal a pressão a que nos submeteu, por isso acabou por marcar dois golos mesmo a acabar o jogo, a 29 e a 10 segundos do fim, embora 2 lances em que a minha equipa não esteve isenta de culpas, porque apesar de esses golos terem sido sofridos com alguns dos jogadores menos utilizados em campo, o que é certo é que a equipa tem de valer por um todo e esse motivo nunca poderá servir de desculpa para os erros defensivos cometidos, não podemos também tirar o mérito à capacidade e vontade da selecção de juvenis em dar a volta ao jogo, e conseguiu-o, por isso está de parabéns.
Ficámos satisfeitos com o facto de podermos participar na preparação da nossa selecção e por isso criámos-lhes as maiores dificuldades, pois é assim que podemos ajudar, obrigando estes jovens a dar o seu melhor. Concluindo foi um bom espectáculo de hóquei, em bom jogo de preparação que também nos serviu a nós para corrigirmos e trabalhar alguns aspectos, numa altura muito importante pois no Sábado temos um jogo de grau de dificuldade muito elevado, na Madeira com o Estreito, uma equipa que vem com rotinas de 2ª divisão, mas que terá em nós um adversário que vai fazer tudo para trazer de lá os 3 pontos e começar da melhor maneira o campeonato, foi por isso um teste importante e positivo este que fizemos com a selecção de juvenis, ontem no Luso.

Cortesia:
Texto: Rafael Oliveira

TREINADOR DE BANCADA

Arrancam amanhã os campeonatos nacionais da 2ª e 3ª divisões e as emoções vão começar a viver-se mais intensamente todos os fins-de-semana. Se na 2ª divisão Zona Norte o SC Tomar segundo palavras do seu treinador Nuno Lopes vai tentar um dos lugares cimeiros sempre com a subida á vista, o União FE na Zona Sul e na perspectiva de Rui Alves vão lutar para a manutenção sendo os oito primeiros lugares o objectivo. Na 3ª divisão série B o estreante SFG Pais integrado num lote de equipas de Aveiro e Coimbra vai tentar rodar e ganhar experiência para outros voos em épocas seguintes. Na série C tudo irá ser diferente se por parte do Santa Cita e HC “Os Tigres”, os objectivos são a subida de divisão, para o GC “Os Corujas”, apostados na juventude e para CN Rio Maior o campeonato será de tentar fazer o maior numero de pontos possíveis, conciliando tudo isso com boas exibições e tentando tirar dividendos para as próximas épocas. Sendo eu treinador de bancada, esta é a minha opinião do que eventualmente se irá passar, mas o decorrer das jornadas logo dirá até que ponto estarei certo. O que solicitava agora aos visitantes era a sua opinião acerca das equipas da APR, e o seu vaticínio para a época 07/08, podendo o mesmo ser específico a uma equipa ou generalizado a todas, solicitando a maior lisura nos comentários.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

SITE HÓQUEI EM PATINS DE REGRESSO

Depois de um mês a “pairar” na blogsfera, o site Hóquei em Patins está de regresso a “vante toda”, com a divulgação e acompanhamento do tudo o que se passa no universo do hóquei em patins nacional e internacional. Um regresso que se saúda depois desta retemperadora pausa. Continuando a utilização de termos náuticos “WELCOME ABOARD

ACR SANTA CITA vs SEL. NACIONAL JUVENIS

A ACR Santa Cita (seniores) defronta hoje pelas 2015H no Pavilhão do Luso, a Selecção Nacional de Juvenis, num jogo de treino integrado no Plano de Preparação tendo em vista a participação no Europeu a disputar em Nantes – França. Este é o terceiro de quatro estágios que antecedem a partida para terras gaulesas, o mesmo teve início no dia 15 e terá o seu terminus no dia 19 de Outubro. O dia a dia da jovem Selecção Portuguesa pode ser visitado em http://selnacjuvenis07.wordpress.com/

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

CARLOS GARÇÃO DEIXA S ALENQUER B

Carlos Garção abandonou o comando técnico do Alenquer. O treinador, que na época passada promoveu a formação do Ribatejo á 1ª divisão, sai da equipa no penúltimo lugar só com derrotas, ao cabo de quatro jornadas. A direcção do clube contratou, entretanto, Hugo Gaidão, técnico que a meio da época passada deixou o HC Sintra. «A minha saída não se deve às 4 derrotas, até porque sabia que este ia ser um desafio difícil. Saio por questões de administração e de organização do clube, com as quais não concordo» contou-nos o demissionário Carlos Garção, sem revelar mais detalhes. «A iniciativa foi minha. Houve acumulação de situações e era necessário tomar uma atitude. Agora, vou olhar em frente e esperar que surjam outros desafios».
O novo treinador, de 33 anos que assinou contrato até ao final da época, já ministrou o treino ontem á noite. «Este clube lembra-me o do meu coração, Salesianos. O objectivo é a permanência e sair o mais depressa possível do fundo da tabela. A mudança de treinador é sempre um factor de motivação extra» refere Hugo Gaidão. «Conheço os jogadores, alguns até já trabalharam comigo», acrescenta o técnico

Responsáveis não comentam saída do técnico
«Não faço comentários sobre esse assunto. Prefiro valorizar todo o trabalho que Carlos Garção desenvolveu na sua passagem pelo clube e, nesse sentido, manifesto-lhe o meu agradecimento, reconhecendo que se trata de um excelente profissional e óptimo ser humano», Assim reagiu Sérgio Alexandre, responsável pela secção de hóquei em patins do Alenquer, quando confrontado com os motivos que teriam levado á saída de Garção. «Fomos apanhados desprevenidos», admitiu, perante a insistência dos jornalistas. E optou por direccionar o discurso em relação ao treinador que estava a chegar, revelando o que fora solicitado a Gaidão: «Ao novo técnico pedimos somente que trabalhe para assegurar a manutenção da equipa no principal escalão», sublinhou.

Fonte: Jornal “Record

RAFAEL OLIVEIRA - PARTE IV

CA – Vamos agora mudar de assunto novamente e falar da tua passagem pela União. Faz-me um balanço dessa passagem?
RO – O balanço foi positivo pois os resultados falaram por si, soubemos preparar-nos para os objectivos que tínhamos e preparamo-nos pensando no futuro da equipa, de tal forma que não só subimos de divisão dando excelentes espectáculos de hóquei em patins, espectáculos frenéticos e excitantes que galvanizavam o publico, como ainda garantimos com o nosso trabalho um outro objectivo que era a equipa ganhar uma estrutura que lhe permitisse manter-se na 2ª divisão, sentimos que em conjunto demos um bom contributo ao hóquei da região tal como ao clube e á cidade, até porque conseguimos ir também aos 1/8 de final da taça de Portugal onde só fomos batidos pelo finalista vencido pelo Porto, a Juventude de Viana, o que para uma equipa de 3ª não foi nada mau.
CA – Ainda hoje existem muitos adeptos e sócios que gostariam de ver o Rafael Oliveira de novo no comando técnico do clube. Qual a tua opinião? E será possível voltar a ver-te nessa situação?
RO – A minha opinião é de gratidão e de alegria, sinto que a vontade dessas pessoas prende-se com o facto de valorizarem o meu trabalho e de acharem que esse trabalho foi positivo para o clube e para todos os que participaram nesse projecto, no fundo é uma avaliação que foi feita do nosso trabalho e que resulta numa nota positiva, portanto só posso estar satisfeito por esse reconhecimento, quanto a voltar ao União, tudo é possível, não sabemos o dia de amanhã, mas quem sabe? Pela parte que me toca não teria nenhum problema de no futuro abraçar um projecto que me agradasse e pudesse contribuir para o engrandecimento de um clube do qual eu gosto muito, um clube que acreditou em mim, um clube onde o meu filho se iniciou para a modalidade, um clube onde tenho e terei bons amigos, um clube de grandes tradições na modalidade e na região, teria muita honra em voltar a trabalhar lá, mas agora tenho outros projectos, estou satisfeito com o que tenho, sou feliz em Santa Cita onde as expectativas e a vontade de evoluir são grandes, tenho um desafio à medida daquilo que eu gosto, difícil, mas por isso aliciante, de qualquer jeito o futuro dirá o que nos reserva.
CA – Como vistes a época passada do clube, achas que podiam ter chegado mais longe? Ou a manutenção era apenas o objectivo, e o nono lugar da segunda fase foi sinónimo de esse objectivo já estar atingido?
RO – Obviamente a manutenção era o objectivo principal, até porque fui eu quem lançou as bases para tal objectivo, mas não se resumia a isso, a dinâmica de trabalho que a equipa tinha, a preparação da pré época e o conhecimento e o acreditar nas capacidades dos atletas junto com as nossas, permitiram-nos traçar um caminho de compromisso entre todos, de tal forma que o objectivo passou a ser garantir logo na 1ª fase a manutenção, para depois sem pressões, irmos o mais longe que fossemos capazes, e não tenho duvidas que a equipa poderia ter mordido os calcanhares aos 1ºs e depois quem tivesse unhas é que tocava viola, por tudo isto só posso pensar que o 9º lugar foi fruto de um comodismo e de uma falta enorme de ambição, que aliadas a um trabalho deficiente, não podia ter um resultado diferente do que teve, mas com uma agravante, que foi hipotecar o futuro, porque não tenho duvidas que o estrago feito na equipa foi de tal ordem que este ano para conseguirem os objectivos o esforço tem de ser a dobrar, por isso tenho de valorizar o actual treinador e os atletas que têm uma missão de grande sacrifício pela frente, mas com trabalho tudo se consegue e o valor da equipa será concerteza restabelecido.
CA – Vamos agora falar da próxima época. A Juventude Ouriense com a saída do Favinha fica orfão do seu melhor marcador e uma das suas referências, terá equipa para se manter no escalão principal?
RO – A saída do Gonçalo foi sem duvida um grande revés para a juventude Ouriense, mas em minha opinião isso obriga a que o jogo seja forçosamente outro, mais variado, com mais soluções, tacticamente mais elaborado e isso pode ser uma arma a favor, entendo também que a equipa continua a precisar do Jorge Godinho ao seu melhor nível enquanto jogador, que junto com os reforços, principalmente o Pedro Nobre e o Ricardo, a juntar aos que já tinha poderão ter uma palavra a dizer e esperemos bem que sim, espero e desejo que a argúcia e leitura rápida do Jorge possa dar à Juventude Ouriense, a tranquilidade necessária para poder gerir os jogos de forma a conseguir a manutenção e quem sabe mais tranquilamente do que muitos possam imaginar, não sendo fácil está ao alcance deste jogadores e técnico, que estão a escrever uma pagina muito bonita na história da Juventude Ouriense.
CA – O SC Tomar na zona norte e o União FE na zona sul da 2ª divisão, será mais difícil conseguirem a manutenção, ou se tivessem ficado na zona sul, em que a esmagadora maioria das equipas são de Lisboa este objectivo seria mais difícil de atingir?
RO – Penso que qualquer uma das equipas independentemente da zona em que ficasse, poderia sempre conseguir a manutenção, a questão não se prende por aí, mas saber sim até onde podem ir, penso que a manutenção dados os plantéis é o mínimo que podem e devem atingir, eu acho é que deve haver mais ambição e começar a pensar em andar nos lugares cimeiros, a lidar com a pressão mas com a cabeça fora de agua, para ganharem tarimba e com isso poderem um dia destes dar outro tipo de alegria aos seus associados, penso que o Tomar nesse aspecto pode e deve ser ambicioso ao máximo que puder e for capaz, reconquistando um lugar a que nos habituou e que soube valorizar, dignificando o hóquei ribatejano e até nacional.
CA – Para a próxima época vamos ter um debutante no escalão sénior, estou a falar do SF Gualdim Pais, o que antevês para esta estreia a nível de seniores, numa equipa que terá o Hélder como jogador-treinador e que será o diapasão por onde os outros atletas irão tentar afinar?
RO – Com todo o respeito pelo excelente jogador que o Hélder foi, penso que podemos esperar mais do Hélder treinador do que do Hélder jogador, a não ser que nos surpreenda a todos com uma condição física excelente e aí outro galo cantará, mas tenho alguma expectativa e curiosidade de ver como se vão comportar os jovens do Gualdim a quem desejo as maiores felicidades para esta nova etapa que não é fácil mas que será enriquecedora concerteza pois a experiência será sempre uma ajuda grande no futuro.
CA – Agora para finalizar, vamos falar da Associação que nos últimos anos tem trazido ao distrito grandes eventos como por exemplo finais da Liga dos Campeões, Taça de Portugal, Inter-regiões entre outros, o que mais será necessário para projectar a modalidade a nível distrital?
RO – Será necessário a Associação ir às escolas dar convites aos jovens alunos de 6 e 7 anos de idade (rapazes e raparigas), levar também convites para pais e professores, de forma a levar muitos miúdos ao pavilhão a ver os jogos, emprestar patins durante os intervalos e entre jogos para os jovens darem os 1ºs passos na patinagem, agarrados e apadrinhados pelas grandes estrelas do hóquei mundial e nacional, organizar jogos entre escalões de benjamins e escolares nos intervalos e entre jogos, para que os outros jovens vejam os seus amigos a jogar e queiram também eles ir pela mão das tais estrelas que têm vindo à nossa região, infelizmente só para jogar, não tenho duvidas que essas estrelas não se importariam de participar neste tipo de iniciativa paralela aos seus jogos, que forma melhor de impulsionar a modalidade poderiam arranjar? Quando ouvimos alguns desses nomes sonantes a falar de mudar e melhorar, percebemos que querem o melhor para a modalidade, então não se resumam aos clinics de 1 dia ou aos clinics de ferias onde recebem para divulgar e ensinar a modalidade.
Por outro lado existe um projecto de mini hóquei que foi distribuído às associações, eu pergunto o que já foi feito para impulsionar esse projecto? Quantas reuniões já fez a associação com os clubes para tentarem dar andamento a esse projecto, ou outro parecido, ou outro melhor, por isso não é difícil perceber o que falta fazer para dinamizar o hóquei na região e a nível nacional, porque as associações neste momento, devem ser questionadas sobre o que fazem pelo hóquei, porque para levar ou enviar inscrições à federação até os clubes fazem e com menos despesa.
Trazer estes eventos de alto nível à região é bom, tem de ser valorizado porque nem sempre é fácil congregar esforços que tornem isso possível e esse mérito ninguém tira à associação, eu próprio fui testemunha e colaborei da maneira que acharam melhor e onde acharam que eu era mais útil e eu ajudei de boa vontade na organização do inter regiões, mas o que eu pergunto é: que proveito se tirou disso? Que benefícios trouxeram para o hóquei da região a realização destes eventos? Não acho que não se deva fazer, nem estou a criticar ter-se feito, gostaria era que esse esforço fosse rentabilizado, mas fica aqui a proposta para iniciativas futuras.
CA – Obrigado, pela disponibilidade e o espaço fica disponível para o que achares pertinente dizer aos nossos visitantes.
RO – Não tratem mal o Hóquei, a critica e a exigência de qualidade, numa perspectiva construtiva é sempre bem vinda e saudável, pois é assim que se evolui, é na diferença de opiniões que se encontram as grandes mudanças, mas sempre construindo, melhorando, projectando, ajudando com ideias concretas, propondo a evolução sustentada, a troca de opiniões normalmente enriquece o saber de cada um, então todos em conjunto vamos levar o hóquei onde ele merece, mas construindo e inovando, jamais destruindo, porque para isso já há que chegue, muito obrigado e felicidades para o teu blog, que tão importante é para todos nós que gostamos de hóquei, obrigado aos visitantes pela paciência e pela atenção que me dão e até sempre, num pavilhão qualquer.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

RAFAEL OLIVEIRA - PARTE III

CA – Agora que falamos do estado actual da modalidade e deixando de parte a formação, como vistes a participação de Portugal em Montreux?
RO – Com tristeza, pois apesar de todos no fundo temermos um mau resultado, não se esperaria que o mau resultado fosse tão baixo, mas foi baixo, não porque a selecção estivesse mal preparada, foi mau porque a pressão foi muito alta, porque o que se exigia era o titulo Mundial, mas esqueceram-se as pessoas que para se conseguir um feito desses é preciso a conjugação de vários factores e eu posso perguntar por alguns desses factores que nunca estiveram presentes: tranquilidade para os atletas e técnicos poderem trabalhar, apoio incondicional de todos os agentes e quadrantes do país, ligados ao hóquei e ao desporto em geral, assim como tenho de juntar a isto uma grande destabilização provocada por algumas pessoas com responsabilidades mais que não seja morais na modalidade, e que mais não fazem do que atirar bombas de forma constante e cirurgicamente como se tivessem medo que alguma coisa de boa aconteça e que vá atirar para o esquecimento aquilo que o passado possui, mas que é isso mesmo, passado.
Também vi a necessidade de Portugal continuar a seguir de uma forma muito firme uma linha que traçou e vem executando, embora ainda sem resultados visíveis, mas que lá estão, não se pode perder a coragem nem a paciência, quando se acredita num trabalho, esse trabalho não pode ser abalado por meia dúzia de pessoas que mais não faz que dizer mal, mas dizem mal de forma gratuita, sem serem capazes de dizer o que está mal e o que poderia ser feito para melhorar, é um vazio de ideias completo, gente que só se preocupa com a selecção principal, esquecendo-se e ignorando por completo o que de bom vem a ser feito de raiz ao nível das selecções, é bom lembrar que as selecções jovens à muito não tinham capacidade para discutir títulos com espanhóis e italianos, hoje estamos outra vez nas finais, fortes a dominar e a vencer, nos últimos 2 anos já conseguimos vencer o Europeu de juvenis em Quimper à Espanha, vencemos o Europeu de juniores à Espanha em Santander, portanto na sua própria casa e fomos vice campeões da Europa em juvenis em Sesimbra, mas perdemos a final com a Espanha à custa de uma verdadeira chouriçada dos Espanhóis, que no final reconheceram sem margem para duvidas e com uma humildade que muitas vezes faz a diferença, que Portugal tinha melhor equipa, que em jogo pelo jogo não tinham argumentos e por isso resolveram tentar a sorte com um remate de longe que fosse desviado ou que desse para uma 2ª bola, a realidade é que Portugal está outra vez na disputa, nos escalões mais jovens, fruto de um trabalho bem planeado e bem executado, que faz parte de um projecto que existe, é palpável e tem pernas para andar, mas como tudo na vida, precisa de apoio de todos sem excepção.
Concluo dizendo que o resultado de Portugal em Montreux, serviu para que alguns acordem e se deixem de baboseiras, pois ninguém ganha nada à sombra de títulos ou glórias do passado, e todo o sucesso que se possa vir a alcançar no futuro, nunca aparecerá por acaso e muito menos por fruto de um qualquer iluminado, que chegue a seleccionador, estale os dedos e está ganho, porque é importante que se perceba que o problema de Portugal não começou depois de Oliveira de Azeméis, porque é muito fácil dizer que Portugal não ganha o Mundial à 4 anos, só diz isso quem está desatento ou quer tapar o sol com a peneira, é bom lembrar que Portugal só ganhou um Mundial em 13 anos e que para o ganhar teve de o organizar em casa, que fez exibições péssimas durante essa prova e que ganhou a final aos italianos nos últimos segundos do prolongamento com uma jogada individual feita por um jogador como hoje já não há, pois mesmo o Pedro que nessa altura teve essa capacidade hoje já não a tem., portanto é bom que se acorde e se valorize o que de bom está a ser feito, melhorando o que houver para melhorar, mas acima de tudo que se unam tudo e todos para um objectivo que é Nacional.
CA – Achas que a saída de Paulo Batista é a solução, ou a solução passa também pela própria FPP, ou seja remodelação e reestruturação a nível de dirigentes e corpo técnico e a própria estrutura federativa?
RO – A saída do Paulo acaba por ser uma consequência do que de mau se passou neste ciclo que terminou no Mundial de Montreux, foi desagradável para todos, mas acredito eu que tenha sido também o melhor para ele e para a FPP, dado o desgaste causado pela má classificação, agora também acho que o valor do Paulo enquanto técnico de valor reconhecido, ficou intacto. Se foi a melhor solução, o tempo o dirá, mas também acredito que quando se tomam decisões a este nível, pretende-se sempre e de forma inequívoca o melhor para as selecções e o melhor para Portugal e nesse aspecto tenho total confiança em quem dirige, veja lá o que era cada vez que uma empresa, uma instituição ou mesmo um governo falhasse numa estratégia se fossem todos demitidos ou se demitissem, não fazíamos outra coisa se não marcha trás e se as coisas já estão difíceis então ainda seriam piores, mas a esse respeito reafirmo que existe projecto e merecedor de confiança, no fundo é isso que falta um voto de confiança e de paciência que ajude as pessoas a manter a serenidade para que o trabalho que estão a fazer possa dar frutos de maneira sólida e sustentada e não de forma abrupta e sem raízes e que no futuro venha a redundar no mesmo que aconteceu em 2003, em que se conseguiu um título baseado em nada e por isso o que veio a seguir foi uma travessia no deserto em cima de uma que se estava a fazer e que está agora a ser colmatada com resultados promissores e títulos na base, coisa que não acontecia à muito e que nos dá garantia de que podemos melhorar no futuro, por isso não aprovaria uma saída extemporânea dos actuais dirigentes porque o que viria a seguir era o marasmo, a anarquia a falta de ideias e verdadeiros desfiles de vaidades e de vaidosos e de penetras, que de positivo para o hóquei só deram o seu contributo enquanto jogadores e porque foi no tempo das vacas gordas e em que tudo era um pouco anárquico e porque Portugal tinha nessa altura influência nos centros de decisão, mas o que é certo é que durante anos não se pensou no futuro e esses que o hipotecaram querem agora num estalar de dedos que tudo aconteça, ou não querem, porque cada vez mais, penso que há muito quem armadilhe e faça pressão constante para que as coisas não corram bem e poderem com isso fazer um assalto ao poder, e para fazerem o quê? Perguntem-lhes qual o projecto, o que têm para fazer do ponto de vista estrutural e organizacional, é que a Federação não é só a selecção principal que é só o que alguns vêem, ponham os olhos nos Espanhóis e na sua estrutura federativa e técnica e depois vejam se o que eles fazem é diferente do que faz a nossa DTN, claro que não, o que difere realmente são os meios à disposição e a mentalidade das pessoas, que mesmo que tenham diferenças resolvem-nas de forma construtiva e sempre em favor da sua causa, não é como cá em que o principal inimigo de Portugal são os próprios portugueses com a sua mesquinharia e vaidade caquéctica fazendo-se passar por aquilo que já não são, não deixando trabalhar em paz quem quer trabalhar e tentando impedir que se ganhe o que quer que seja, comportamentos dignos de verdadeiros traidores à pátria que noutros tempos tinham penalização adequada, a esses o desafio que faço é: MOSTREM O SEU PROJECTO, MOSTREM EM QUE É QUE SE PROPÔEM A FAZER MELHOR E COMO, NÃO SE RESUMAM À INSIGNIFICÂNCIA DE COMENTÁRIOS VAZIOS DE CONTEUDO E QUE NÃO LEVAM A LADO NENHUM, NÃO BASTA DIZER QUE É MAU, TEM DE SE PROVAR SER CAPAZ DE FAZER MELHOR, COMEÇANDO POR APRESENTAR IDÉIAS MELHORES, NO DIA QUE ISSO ACONTECER EU MUDO DE OPINIÃO, ATÉ LÁ CONFIO E APOIO QUEM ESTÁ, PORQUE CONHEÇO A SUA SERIEDADE E A SUA VONTADE DE OBTER O MELHOR PARA PORTUGAL, ASSIM COMO CONHEÇO E RECONHEÇO A QUALIDADE DO SEU TRABALHO, DEIXEM AS PESSOAS TRABALHAR QUE OS RESULTADOS APARECERÃO NATURALMENTE E DE FORMA CONSISTENTE E NÃO POR OBRA DO ESPIRITO SANTO.
CA – Na tua opinião o que faz falta ao hóquei para voltar a ocupar o lugar que é seu por direito, em virtude de ser uma das modalidades que mais títulos trouxe ao nosso pais?
RO – Faltam essencialmente apoios e faltam pessoas qualificadas na base, a trabalhar com a base e essa também é uma consequência da falta de apoios, depois falta por esse motivo a obtenção de resultados, mas antes disso falta algo que a meu ver tem de ser mudado urgentemente, que são as regras que atrofiam o jogo e consequentemente o espectáculo, coisa que em breve terá alterações interessantes a bem do hóquei, por outro lado quando se conseguir consolidar estes componentes do espectáculo desportivo e deslumbrante que é o Hóquei em Patins, poderemos ambicionar a que alguma grande marca se associe à modalidade e com isso darmos o salto que falta dar, por outro lado adaptar a modalidade às novas tecnologias dará a possibilidade dos média terem outra capacidade de ir ao núcleo da modalidade e aí contribuírem eles também para um espectáculo que se deseja e se necessita, pois a realidade é que se queremos títulos mundiais e europeus em modalidades colectivas, coisas tão vitais até para a auto estima do cidadão português, há que apostar onde temos hipóteses de o conseguir e sinceramente não vejo outra modalidade com possibilidades tão fortes como a nossa, porque a glória de ser quem mais títulos tem, por enquanto ainda é nossa, vamos então trabalhar para a manter e torná-la ainda mais forte.
CA – Se uma grande multi-nacional tipo Coca-Cola, ou outra de igual dimensão pegasse na modalidade e a projectasse, achas que as pessoas começariam a olhar o hóquei de outra maneira, ou ficaria tudo na mesma?
RO – No fundo seria um sinal de que muito tinha mudado, principalmente ao nível do espectáculo, portanto nada seria igual, mas ainda sobre o espectáculo, queria deixar aqui um ponto de vista que considero importante, que é o facto de os treinadores se reunirem e trabalharem entre si uma ideia que quanto a mim pode ter grande relevo no desenvolver da modalidade e na componente espectáculo, que seria começarmos todos a privilegiar as tácticas ofensivas em vez das tácticas defensivas, pois ninguém pode esperar que com tácticas tão defensivas e consequentemente resultados tão curtos e muitas vezes nulos o publico e as televisões e por sua vez as marcas se venham a entusiasmar e a participar de forma mais activa, é que hoje em dia há jogos de hóquei que são um verdadeiro tédio e muitas vezes entre equipas que têm excelentes jogadores com capacidades técnicas muito altas, por isso afirmo que também aqui temos de fazer uma opção, que se quer séria e corajosa, porque senão houver espectáculo não há publico, se não há publico não há pais a levar os filhos, logo não há novos praticantes e a modalidade acaba, portanto as marcas e os média são só uma parte do problema.
CA – O facto do hóquei ser praticado em poucos países, e a luta pelo titulo cingir-se sempre a dois ou três candidatos, aliado ao facto de a televisão achar que a nível de directos não ser um desporto viável (a ver pelos resultados dos shares publicados durante o ultimo mundial), está a contribuir para a modalidade estar numa fase menos visível?
RO – Quantos Países normalmente discutem a final do mundial de futebol? E do mundial de basquetebol? e de futsal? Isso não serve de desculpa nem é motivo, nem os resultados de shares são desculpa, pois os melhores resultados de audiências até hoje em modalidades que não o futebol continuam a ser do hóquei em patins, agora se derem os jogos à mesma hora de jogos de futebol e se a componente espectáculo não melhorar, é complicado melhorar o que quer que seja e muito menos a visibilidade, por isso não me admira embora tenha de ficar confuso com o facto de se dar relevo da maneira que se deu a participações Portuguesas, onde numa modalidade o objectivo é levar menos de 100 em determinados jogos e mesmo assim não conseguiram atingir esse objectivo, noutra ter ganho um jogo foi um acto do outro mundo, todos foram considerados heróis e prometeram-lhes dar-lhes mais condições dados os “excelentes” resultados alcançados, já não falando no que se gastou antes das participações, enquanto que no hóquei em patins a nossa equipa de seniores femininos ganhou a medalha de bronze, sabendo-se que a modalidade na vertente feminina em Portugal ainda é pouco competitiva e que no Euro fomos extremamente prejudicados, o que só valoriza ainda mais a medalha de bronze alcançada, e que noticia de destaque teve este feito? Uma medalha de bronze já de nada vale num País como o nosso? Em Espanha valorizou-se muito a medalha de prata da sua selecção e foram heroínas porque ganharam 2-1 a Portugal em sua casa no seu ambiente com tudo a favor, o único consolo para estas jovens guerreiras lusas de quem nos devemos orgulhar é que pelo menos já não disseram mal delas como fizeram antes da partida para o Euro e enquanto elas se preparavam, pelo menos alguma coisa mudou, percebes Francisco porque é que as coisas são tão difíceis de alcançar?

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

CARTÃO AZUL EM BOM NÍVEL

Ontem dia 14 de Outubro o Cartão Azul, atingiu o seu melhor ranking desde que foi criado a 01 de Março deste ano, ao ficar em 6º lugar em 90, numa lista publicada diariamente pelo site ShinySat Rank e que engloba todos os sites/blogs do mundo que se registaram. Nos últimos tempos o Cartão Azul tem oscilado entre 0 15º e o top ten, tendo ontem conseguido a sua melhor posição, graças a todos os visitantes em geral e em particular aos que tem divulgado o blog. A todos o meu obrigado.


RAFAEL OLIVEIRA - PARTE II

CA – Rafael, vamos agora mudar de assunto, e passar para a formação, e eu sei que acompanhas os jogos, até porque o teu filho é praticante da modalidade, como vês a formação a nível da APR?
RO – Vejo-a com alguma preocupação, pois em termos de formação e pelo que é conhecido, só Tomar e o Santarém, têm projectos com pernas para andar, embora até aqui lhes tenha faltado gente com capacidade, técnicos rigorosos, para que esses projectos possam ser executados com sucesso, resumindo-se por exemplo o Tomar a um treinador que eu considero um bom treinador de formação que é o Pedro Nunes, já o Santarém tinha até aqui o Carlos Rodrigues que ao que sei vai sair para os Corujas, de resto à Juventude Ouriense falta assentar ideias e definir realmente um projecto, parece-me a mim que as coisas são um pouco deixadas ao sabor da corrente e depois temos o Santa Cita em fase de reestruturação, mas que já vai apresentando resultados nos escalões mais jovens, o que dá indicadores de um trabalho razoável e que num futuro próximo pode ter resultados muito melhores, os restantes clubes estão a trabalhar muito mal na formação, poderá aqui ter o beneficio da duvida os Tigres de Almeirim, através do Mário Almeida.
CA – O que achas que é necessário para que as equipas ribatejanas consigam afirmar-se nos campeonatos nacionais de camadas jovens?
RO – Falta-lhes trabalho de base, falta-lhes treinadores rigorosos, falta-lhes competitividade e falta-lhes competição com equipas fortes que possam transmitir outros valores, falta-lhes portanto quase tudo, por isso quando vão aos Nacionais tendem em ficar nos últimos lugares, com excepção da equipa de Infantis do Santarém que ficou em 4º na 1ª fase do Nacional, mas lá está, em compita com as equipas de Lisboa, foi ultrapassada pelas 3, o que eu defendo é que o Ribatejo se devia juntar a Lisboa, num quadro em que uma única associação era dividida em 2, apurando os melhores para discutir por exemplo um distrital, mas permitindo sempre a competição entre todos ou os convívios nos casos específicos.
CA – De entre os jovens praticantes da região, existem alguns que aches que tenham qualidades (quer técnicas, tácticas e psicológicas) para singrar na modalidade, ou pelo menos para poderem representar clubes com outra dimensão?
RO – Há quanto a mim 2 jovens que fazem a diferença, são o Filipe do Gualdim Pais, que precisa de integrar um grupo onde não passe tudo por ele, se bem que essa particularidade também lhe deu alguma capacidade de decisão, mas é uma situação que com o decorrer dos anos tende a prejudicar e não a ajudar e o David Vieira, quanto a mim o atleta com mais potencial na região, depois temos ainda nos juvenis dos Tigres um G.R. fantástico em termos de potencial e que precisava de ser agarrado, para não se perder, se olharmos para alguns atletas um pouco mais velhos mas ainda no 1º ou 2º anos de seniores, portanto atletas na casa dos 20/21 anos, temos o Rui Alves e o João Capitolino, que são sem duvida pelas suas características morfológicas e pelas suas qualidades técnicas, jogadores de grande potencial e que se lhes forem proporcionadas oportunidades de desenvolverem o seu hóquei, limando arestas e amadurecendo, podem vir a ser atletas de craveira com capacidade para integrar as melhores equipas, poderá haver mais uma situação ou outra mas a meu ver estes são os diamantes da região, claro que precisam de trabalhar e mudar algumas coisas que ainda lhes vão sendo prejudiciais, estou a falar de jovens jogadores como é óbvio.
CA – Ainda na vertente da formação o HC Santarém, contratou o Lúcio Morais, para a próxima época num projecto que visa a criação de uma equipa de seniores tendo como base a formação do clube, qual a tua opinião a respeito desta aposta do Francisco Mogas?
RO – Esta aposta do Francisco Mogas e do HC Santarém, acaba por vir no sentido do que eu dizia no inicio, há projecto, há quantidade, faltava a qualidade, portanto penso que a vinda do Lúcio para o HC Santarém é benéfica para a formação, pois os processos de trabalho e de rigor na sua execução vão concerteza mudar para melhor, é bom para começar a dar corpo ao projecto sénior, mas de uma forma mais sustentada e baseada numa maior qualidade de trabalho e poderá ser em ultima análise o exemplo de que eu falava, de os clubes investirem em técnicos competentes e rigorosos na execução dos seus projectos. Digo o mesmo em relação ao Sporting de Tomar, que também este ano vai tentar começar a alterar o figurino da sua formação e para isso apostou no Paulo Beirante, para coordenar esse trabalho, que espero venha a dar frutos no futuro e se conheço o Beirante, empenho e trabalho não vão faltar, assim o clube lhe proporcione meios e apoio para que consiga o êxito pois o SP. Tomar merece, pela aposta que faz na formação e a região bem precisa.
CA – Cada dia que passa, o hóquei a nível do Ribatejo vai perdendo praticantes, para outras modalidades, nomeadamente para o futebol, achas que é reflexo do estado actual da modalidade?
RO – O hóquei sempre perdeu praticantes para o futebol, tal como as outras modalidades, e continuam a vir jovens para o hóquei, o problema quanto a mim reside na incapacidade de alguns clubes em motivarem os atletas a permanecer e de os envolverem nos seus projectos, havendo falta de qualidade nos projectos e consequentemente a falta de resultados desportivos e mais importante ainda a falta de evolução dos próprios atletas, é normal que haja desmotivação e que as pessoas procurem noutras paragens aquilo que no hóquei não encontram.

domingo, 14 de outubro de 2007

RAFAEL OLIVEIRA - PARTE I

O Cartão Azul publica a partir de hoje e até quarta-feira a Entrevista da Semana com Rafael Oliveira, actual Seleccionador Nacional Feminino e treinador do Acr Santa Cita, devido á extensão e diversidade de assuntos abrangidos a entrevista será publicada em quatro partes.
Rafael Oliveira é sem duvida uma pessoa “sui generis”, amado por uns, odiado por outros, deixa a sua marca por onde passa, e é um ícone no que concerne aos treinadores ribatejanos. Rafael Oliveira, ou “Rafa” como é conhecido pelas pessoas com quem priva, iniciou as andanças pelo mundo do hóquei em Alenquer, onde enquanto atleta, fez parte de uma geração que teve a sorte como ele diz, de ter como treinadores o melhor que havia na altura, pois nomes como José Lisboa, Victor Pinheiro, Virgílio Domingos, Ernesto Honório, Fernando Adrião, José Casimiro, Fernando e Aníbal Rosa, Rui Aires, Carlos Garrancho, entre muitos outros nomes grandes do hóquei nacional, que foram treinadores das camadas jovens do Alenquer, não é de estranhar por isso que se tivesse habituado desde atleta à ideia de vencer, habituado a trabalhar a um nível elevado de exigência, fez parte de varias equipas ganhadoras, que conquistavam o que havia para conquistar sobrepondo-se aos clubes chamados grandes do hóquei português e que ainda hoje o são, daí saíram excelentes atletas, hoje alguns deles são treinadores, destacando-se entre alguns, Carlos Garção, actual treinador do Alenquer e Pedro Mendes, que até à pouco treinava a Riba de Ave e a Selecção de Moçambique no ultimo Mundial, sobre eles Rafael Oliveira sustenta que foram os melhores atletas de sempre formados pelo Alenquer, distinguiram-se ao mais alto nível enquanto atletas e hoje enquanto treinadores, são sem dúvida o futuro e ou a nova vaga de técnicos que despontam em Portugal, mas não esquece também um Jolé, Tobé, Zé Manel e Paulo Jorge (1º jogador de hóquei Alenquerense a ser internacional), também eles fruto dessa escola grande no hóquei em patins, que foi o Alenquer e Benfica.
Chegado ao Entroncamento pegou no União a meio de uma atribulada época, onde encontrou uma equipa dividida e destroçada, sem rumo e sem objectivos, houve por isso que levar a locomotiva até à estação mas aproveitando para lançar as bases de trabalho que permitiram na época seguinte levar a equipa da 3ª à 2ª divisão e quando tudo parecia encaminhado para uma segunda época completa em grande, eis que acontece a ruptura com o director responsável pelo hóquei, e Rafael Oliveira opta por deixar o comando da equipa do União sob o aplauso de alguns e as criticas de outros, passa a época em stand-by, onde aproveitou para fazer o nível III e acompanhar o hóquei do lado de fora como mero espectador e admirador da modalidade que atravessa uma fase cinzenta na sua longa história. Depois deste repouso aceita o convite para treinar o Santa Cita, o Cartão Azul foi ao seu encontro para a entrevista.
CA – Boa tarde, em primeiro lugar os meus parabéns pela nova “aquisição” para a família Oliveira, e espero que a pequena Luna seja uma vencedora e tenha a sorte sempre do seu lado. Agora falando de hóquei, como surgiu o convite para treinar o Santa Cita?
RO – Antes de mais boas tardes a todos e muito obrigado, Olha Francisco, o convite do Santa Cita, surgiu através do Luís Miguel Cunha que é o coordenador técnico de todo o hóquei do clube, numa 1ª abordagem e depois através do seu Presidente o Sr. Barroca da Cunha e surgiu de uma forma tranquila, desafiadora, mas acima de tudo de uma forma muito honesta e muito séria, com ideias muito concretas do que se pretendia e pretende para o clube e para a equipa sénior.
CA – Foi um entre muitos convites, ou foi aquele em que acreditaste, e onde achas que podes realizar um projecto com princípio, meio e fim?
RO – Não foi um convite entre muitos, porque honestamente não tive muitos, mas foi entre os convites que tive, aquele que por vários motivos, entre pessoais, profissionais e desportivos, o mais adequado e também pelo facto do desafio e objectivos que me foram propostos, terem bastante a ver com a minha forma de estar no hóquei, de qualquer forma quero aproveitar para dizer, que qualquer dos convites que tive, antes e depois de me comprometer com o Santa Cita, foram também eles convites sérios, que me honraram bastante e pelos quais agradeço, eram também alguns deles interessantes e concretizáveis, mas como disse houve um conjunto de factores que se conjugaram e me fizeram optar pelo Santa Cita, um clube que fez questão de me convidar achando que eu sou a pessoa certa para o seu projecto, o que me lisonjeia bastante e que me recebeu de braços abertos e de uma forma, que diria mesmo familiar, por outro lado a partir do momento em que assumi o compromisso de ser o treinador do Santa Cita e em função da minha palavra, jamais poderia aceitar outro projecto, por mais aliciante que viesse a ser, e alguns dos convites posteriores, foram sem duvida aliciantes.
CA – O que podemos esperar deste Santa Cita versão 07/08?
RO – O que podemos esperar deste Santa Cita e de qualquer equipa da qual eu seja responsável é: muito trabalho, dedicação e sacrifício durante a semana, para que possamos chegar ao fim de semana preparados da forma mais adequada para disputar e tentar ganhar todos os jogos em que vamos participar, seja de que competição for, pois os jogos foram feitos para serem ganhos e a haver um vencedor que sejamos nós.
Por outro lado sabemos também das dificuldades que nos esperam e por esse motivo temos de valorizar ainda mais o trabalho nos treinos para que sejamos fortes e possamos com isso levar de vencida os nossos adversários e concretizar os nossos objectivos que são públicos e passam pela subida à 2ª divisão Nacional.
Faço questão de que também se espere do Santa Cita, não só uma equipa forte, mas também uma equipa respeitada pela qualidade do seu jogo, pela honestidade com que vai lutar pelos jogos, pelo respeito para com os adversários e árbitros e que acima de tudo seja respeitada pela conjugação de todos estes factores, o que aumenta o desafio para mim enquanto treinador, para os atletas e para todos os agentes do clube e todos aqueles que vão privar connosco, como colaboradores e como adversários, não vamos fazer a coisa barata, vamos elevar a fasquia para nós, mas também para os nossos adversários.
CA – A equipa é constituída por jogadores que trabalharam contigo no União, e saíram por diversas razões, algumas das quais tiveram a ver directamente contigo, e com o vosso relacionamento, segundo informações que foram difundidas na altura, como vai ser agora esse reencontro?
RO – Sabes Francisco? Esta é uma daquelas perguntas, à qual eu vou responder por mera cortesia para contigo e para com o teu trabalho enquanto administrador deste blog que eu muito valorizo e respeito, mas também porque aproveito assim para desfazer alguns disparates que se dizem por aí, entre os quais sobre as saídas de alguns atletas e para que fique esclarecido os atletas que saíram do União enquanto eu era treinador e que hoje estão no Santa Cita, foram o Hugo Saboga e o José Miguel Boavida e saíram por razões distintas, razões essas que na altura foram identificadas, clarificadas e que foram respeitadas por todas as partes, pois na altura a exigência era muito grande e nem todos os atletas estavam preparados e motivados para essas exigências, até porque em simultâneo haviam razões da vida pessoal dos atletas que justificaram tudo o que foi decidido na altura, salvaguardando os interesses dos atletas e do clube. O que é certo é que qualquer destes atletas são pessoas com quem sempre tive uma relação saudável, absolutamente normal, ao ponto de hoje estarmos no mesmo barco a lutar pelos mesmos objectivos e que não haja duvidas que se houvessem problemas, de certeza que ou não estava eu ou não estavam eles, pois comigo é pão, pão, queijo, queijo, e nem poderia ser de outra forma pois há valores que não se adulteram.
CA – Varias vezes foi dito nos pavilhões e onde se fala de hóquei, e escrito nos blogs que o Mário Serra tinha saído do União por estar em conflito contigo. Agora segundo informação a que o Cartão Azul teve acesso vai ser teu adjunto no Santa Cita, como vai ser esta convivência?
RO – Esta é mais uma questão caricata a que eu respondo pelas mesmas razões que já apontei atrás. Se foi escrito um disparate desses em algum blog eu nunca o li, porque senão tinha-o desmentido, em relação ao que se diz, cada um saberá ou não o que vai dizendo, neste caso se dizem uma coisa dessas é porque não sabem o que dizem ou é por má fé, pois quando eu cheguei ao União em Fevereiro de 2005, o Mário já não estava no clube, portanto não trabalhei nem privei com ele de forma nenhuma, daí o tamanho deste disparate. Quanto ao facto do Mário Serra ser o meu adjunto e o treinador dos guarda redes seniores em particular, foi uma proposta feita por mim aos responsáveis do clube, neste caso ao Coordenador Miguel Cunha e por sua vez ao Presidente, que depois de aceite, foi feito o convite ao Mário, que aceitou, para satisfação de todas as partes, e porque é que eu digo isto? Porque o Mário Serra é uma pessoa que respira hóquei, é daquelas pessoas que sacrifica a sua vida pessoal pelo hóquei e para além disso é uma pessoa que tem um relacionamento muito bom e muito forte com os atletas do clube, portanto seria a pessoa indicada para este lugar, até porque depois a juntar a isto temos o facto de por motivos de saúde o Mário não poder praticar a modalidade, assim encontrámos também outra forma de ele poder manter uma relação muito próxima com o hóquei, mas desengane-se quem pensar que foram só estas as razões, pois uma das minhas apostas e que eu considero muito importante numa equipa é o trabalho que é feito com os guarda redes e quem fizer esse trabalho tem de gostar muito do que faz e tem de ser competente e tentar sempre ser cada vez mais competente e o Mário reúne todas estas qualidades pois é interessado, é estudioso quanto e pelo processo de treino é trabalhador e exigente nessa sua função, portanto estamos muito satisfeitos e o relacionamento é bom, normal como tem sido até aqui e acima de tudo vale pelo respeito mútuo, respeito esse que eu espero se torne numa amizade forte e duradoura.
Cortesia:
Foto: Blog ACR Santa Cita