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quinta-feira, 25 de junho de 2015

ASSIM SE FALA DE HÓQUEI NOS "GURUS" DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Se é para se falar da modalidade que se fale, se é para publicar noticias destas, por favor deixem-se estar quietos, a modalidade agradece...!!


Podia "esticar-me" mais um pouco mas não passo de um tipo que tem um Blog há oito anos e que está sempre a dizer mal e contra tudo e todos, segundo os "inputs" que vou recebendo, mas não resisti a publicar esta "COISA", em que a foto diz tudo.

"QUO VADIS" SENIORES DO UNIÃO

Pedro Nobre e David Vieira deixam o União e correm rumores que outros jogadores do plantel Unionista podem seguir o mesmo rumo, o que coloca uma nuvem de incerteza na continuidade da equipa sénior do clube da Cidade Ferroviária.

Foto: Carlos Emídio Martins

Ainda segundo o site Plurisports que noticiou a saída do técnico e do jogador rumo à Cidade Templária pode ler-se «Quanto ao União tem o seu futuro ainda incerto, não se conhecendo qualquer movimentação no que toca ao plantel para a próxima temporada.».

Numa curta conversa com um dos responsáveis do clube Unionista e questionado sobre a continuidade da equipa sénior o mesmo respondeu «há equipa sénior se os jogadores quiserem», no entanto é conhecido apesar de não confirmado que foi dito aos jogadores que dificilmente haveria equipa sénior na próxima  época.

Sabendo o Cartão Azul que outros atletas do plantel poderão abandonar o clube por motivos profissionais e académicos e pela incerteza se haverá ou não continuidade da equipa no clube.

Se juntarmos a esta situação o facto de na III Divisão os jogos serem realizados aos Domingos pelas 17:00 horas (e ficando o União em caso de continuidade na zona Centro) em Marco de Canavezes, Vila Boa do Bispo, Santa Maria da Feira, Aveiro, sendo os clubes mais perto, Santa Cita, J. Ouriense, Marinhense aparecendo de seguida a Mealhada, é mais uma achega à não continuidade devido aos custos que esta situação trás em particular nas deslocações.

Ainda sem confirmações ou desmentidos, será um caso para acompanhar de perto, até pelo facto do prestigio e nome que o União Futebol Entroncamento detém a nível da AP Ribatejo e a nível nacional merecer que o emblema continue o seu processo de formação que aos poucos vai recuperando um processo de "marcha-atrás" realizado há uns anos atrás, e a ter uma equipa nos Nacionais da modalidade.

terça-feira, 5 de maio de 2015

FASE REGULAR DA III DIVISÃO CHEGOU AO FIM

Chegou ao fim no passado domingo a fase regular da III Divisão Nacional, tendo sido apuradas as três equipas que sobem directamente à II Divisão e as três que irão disputar o lugar em falta. As equipas Ribatejanas a disputar a Zona Centro tiveram prestações diferentes que permitem tirar conclusões positivas e negativas desses desempenhos.

Foto: João Flores

  • ACR Santa Cita - 7º Clas. 26 pontos (8V 2E 12D) 80 GM - 87 GS

A equipa da Aldeia Ribatejana do Hóquei em  Patins terminou a prova com uma vitória fora frente ao HC Santarém por 1-3. Apontada como uma das equipas candidatas aos lugares cimeiros da Zona Centro a equipa de Pedro Almeida nunca fez jus a essa condição e realizou um campeonato com altos e baixos com varias jornadas sem conseguir vitórias e por vezes com exibições abaixo do espectável fase à qualidade de alguns jogadores do seu plantel como é o caso de Zig, Tiago Barreiro, Rui Oliveira e o próprio Pedro Almeida. A equipa de Santa Cita teve no 5º lugar a melhor posição durante o campeonato e no 9º a pior tendo quedado-se pela 7ª posição com o registo da pior média de golos marcados (3,64). No entanto coisas boas aconteceram nesta época da equipa, com a maior fatia a recair na utilização de muitos jovens oriundos da "cantera" que para além da experiência ganha, colocaram ao serviço da equipa a irreverência da juventude e o amor ao emblema que ostentam ao peito e a qualidade que lhes é apontada. Rui Oliveira foi o melhor marcador da equipa com 18 golos apontados, seguido por Tiago Barreiro com 15 golos.

Foto de arquivo: Nuno Abreu - Noticias de Ourém

  • J. Ouriense - 11º Clas. 11 pontos (3V 2E 17D) 102 GM - 166 GS

Os jovens Ourienses terminaram a III Divisão com uma derrota fora por 4-1 frente ao ACD Vila Boa Bispo. A equipa de Francisco Mendes, a mais jovem da prova e possivelmente dos Nacionais, constituída apenas por jogadores formados no clube Ouriense, alguns dos quais ainda com idade de júnior e já no decorrer do campeonato contou com a experiência de Hélder Ferreira começou com um empate caseiro a que se seguiram uma serie de derrotas, interrompidas por um empate, voltando de novo as derrotas até à primeira vitória obtida na 11ª jornada, ultima da primeira volta frente ao ACD Vila Boa do Bispo por 9-8. As outras duas vitórias já na 2ª volta acontecem em casa 16-4 frente ao HC PDL e fora frente ao HC Santarém por 8-12. Francisco Mendes ciente das limitações da sua equipa, mas da "matéria-prima" que tinha para trabalhar acabou por realizar um trabalho para dar frutos a médio prazo e nesse aspecto a participação Ouriense nesta III Divisão poder-se-á considerar positiva. Numa equipa sem referências onde o colectivo imperou, Diogo Bernardes merece nota de realce pelo 4º lugar alcançado na lista dos melhores marcadores com 35 golos apontados. Carlos "Carlitos" Clemente foi o 2º melhor marcador da equipa com 17 golos apontados. Pela negativa para a equipa de Ourém três pontos a salientar, equipa com mais derrotas (17), mais golos sofridos (166), pior média de golos sofridos (7.55).

Foto: HC Santarém

  • HC Santarém - 12º Clas. 9 pontos (2V 3E 17D) 90 GM - 156 GS

A equipa Escalabitana que este ano se estreou nos Nacionais terminou a prova com uma derrota caseira 1-3 frente ao vizinho Santa Cita e terminou na ultima posição. Os pupilos de António Vicente formaram à imagem da J. Ouriense uma equipa jovem, das mais jovens do nacionais e como debutantes nestas lides tentaram "absorver" ao máximo os ensinamentos do seu experiente treinador e ganhar experiência jogo a jogo para num futuro a médio prazo poderem ambicionar a "voos" mais altos. Com a maioria dos jogadores formados no clube o HC Santarém iniciou a prova com uma derrota e viria nesta primeira volta a conseguir duas vitórias fora, uma em Ourém (2-5) e outra em Santa Cita (4-7). Na 2ª volta apenas um empate caseiro (4-4) frente ao HC PDL a que se juntaram aos dois empates da 1ª volta, em Paço do Rei (6-6) e em casa (7-7) frente ao FCO Hospital. Hugo Morais com 33 golos foi o melhor marcador da equipa seguido por João Azevedo com 19. Pela negativa a equipa de António Vicente tem 6 pontos a referir, menos vitórias (2), mais derrotas (17), pior diferença de golos (-66), pior quociente de golos (0.58), pior média de pontos (0.41) e pior percentagem de pontos (14%).

Avaliada a participação das equipas Ribatejanas resta saber se as mesmas avançam para algum Torneio de Encerramento para evitar a longa paragem até ao inicio da época 2015/2016, salientando ainda que na III Divisão Centro a Académica de Coimbra venceu e o Académico da Feira segue para a poule de apuramento.

sábado, 2 de maio de 2015

DA III DIVISÃO À CONQUISTA DA EUROPA

Na época 2004/2005 o hóquei sénior do Sporting terminava de forma abrupta com a desistência da equipa à 7ª jornada da 2ª fase, depois de na época anterior se ter sagrado Campeão Nacional da II Divisão e conquistado o acesso ao patamar mais elevado do hóquei patinado nacional. A travessia do deserto durou até à época 2010/2011 quando o Engº Gilberto Dias Borges arrancou de novo com o projecto "hóquei sénior" no clube verde e branco.


O Sporting CP regressa assim ao Nacional de Seniores participando na III Divisão Sul e vencendo essa zona. Na fase final em disputa com o vencedor da zona Norte (AC Famalicão) e da zona Centro (ACR Santa Cita) a equipa treinada por Quim Zé com 2 empates fora, curiosamente pelo mesmo resultado 7-7 e duas vitórias caseiras sagra-se Campeão Nacional da III Divisão e acede ao escalão secundário. Nesta equipa despontava Gonçalo Alves que golo após golo ia confirmando a sua categoria. Do planter faziam parte dois Ribatejanos, o guarda-redes Pedro Santos que nasceu para o hóquei no GC "Os Corujas" e actualmente ao serviço da UDC Nafarros e Bernardo Neves formado no HC "Os Tigres" e que entretanto abandonou a modalidade.


Na época seguinte na II Divisão Sul a equipa que continuou a ser orientada por Quim Zé vence essa mesma zona com 22 vitórias em 28 jogos e encontra o HA Cambra vencedor da II Divisão Norte no jogo que decidiria que se sagrava Campeão Nacional. A equipa Leonina venceu os dois jogos e conquistou o "caneco", garantindo igualmente a subida à I Divisão. Nesta equipa um misto de experiência (Caleta e António Ramalho entre outros) e juventude (André Pimenta, Joka) continuava a sobressair Gonçalo Alves pela técnica mas sobretudo pela eficiência como "artilheiro".


O regresso à I Divisão trouxe uma época difícil onde o objectivo era apenas e só a manutenção, objectivo esse que viria a ser conseguido na ultimo jogo frente à UD Oliveirense onde a equipa Leonina virou um desnivelado 1-5 para 6-5 vendo depois a equipa de Oliveira de Azeméis empatar 6-6, mas esse ponto garantiu a 12ª posição e a permanência. Neste época a equipa começou a ser orientada por Artur Pereira (actual treinador do GD Sesimbra) sendo depois substituído por Hugo Gaidão que deixou os Tigres de Almeirim para rumar ao Sporting (actual treinador do Candelária SC). Nesta equipa já orfã de Gonçalo Alves que se transferiu para a Oliveirense, destacava-se pela experiência e qualidade Ricardo "Doc" Figueira. Marinho internacional Moçambicano era também uma das referências do plantel Leonino.


A época 2013/2014 traz a consolidação do Sporting na I Divisão e apesar de ter conhecido dois técnicos, Hugo Gaidão que foi rendido por Nuno Lopes vindo do SC Tomar a equipa verde e branca garantiu a manutenção à 29ª jornada ao vencer o CH Carvalhos por 6-1. Ainda nessa época o Sporting conquistou a Taça AP Lisboa e no final da mesma a equipa masculina sénior seria integrada no Sporting Clube de Portugal como modalidade oficial. Nesta equipa Ricardo "Doc" Figueira continua a ver a figura de proa e German Dates um dos nomes mais sonantes. Da época de (re) inicio da aventura sénior apenas cinco resistentes, Igor Alves (que sairia no decorrer da época para a AD Oeiras), Zé Diogo, André Pimenta, Pedro "Bekas" Delgado e Marinho.


Esta época ainda a decorrer o Sporting luta por um lugar no pódio e está na final-4 da Taça de Portugal onde irá defrontar a UD Oliveirense nas meias-finais. Mas a grande conquista da equipa orientada por Nuno Lopes foi no passado domingo em Igualada com a Taça CERS a ficar na posse dos verde e brancos, e assim sendo 24 anos depois o hóquei do Sporting CP voltava às grandes conquistas europeias.


Com um inicio de época que começou com a participação no consagrado Torneio "Zé Du" em Angola a equipa Leonina começou a "afiar as garras" para o regresso às competições europeias e na I eliminatória deixou para trás o Calafell de Espanha com vitória fora  e em casa (2-3 / 3-1). Nos oitavos de final o Sporting teve como adversário o Basileia da Suiça e novamente duas vitórias (3-4 / 5-3) colocaram a equipa Leonina nos quartos de final onde iria esgrimir argumentos com a UD Oliveirense. A derrota caseira (2-3) no Pavilhão do Livramento não desanimou os pupilos de Nuno Lopes que na 2ª mão em Oliveira de Azeméis vencerem por 1-4 e carimbaram o passaporte para a final-4.


Em Igualada o Sporting defrontou na meia-final a equipa da casa e venceu 2-3 com Ricardo "Doc" Figueira a fazer o golo da vitória no prolongamento na marcação de um livre directo. Na final perante o Réus, equipa recheada de estrelas, o Sporting entrou melhor e Losna abriu o marcador. A equipa catalã através de Marc Coy na 2ª parte deu a volta ao marcador, mas seria João "Mustang" Pinto a marcar o golo do empate. No prolongamento com as equipas a jogarem algo a "medo" e com um Super Girão na baliza e a dupla de arbitragem a teimar em não apontar a décima falta de equipa do Réus não se registaram golos e a decisão da Taça Cers foi para a marca de grande penalidade onde Ângelo Girão foi imperial a que se juntou os golos de Poka e de Nico Fernandez e com 2-1 o Sporting sagrou-se vencedor da Taça Cers. Nesta equipa capitaneada por Ricardo "Doc" Figueira, o guarda-redes Ângelo Girão é sem duvida o grande esteio da equipa, a que se junta um grande colectivo, espirito de entre-ajuda tudo, todos estes "ingredientes confeccionados" com classe e mestria por Nuno Lopes, num "restaurante" chamado "Chez Gilberto Dias Borges".

Fonte: wikiSporting

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O HÓQUEI DOS PEQUENINOS

A seleção venceu a Taça das Nações, mas a outra vitória vive-se diariamente nos clubes. 
 
Foto: Marília Alves
 
Quando no passado domingo a seleção portuguesa de hóquei em patins conquistou a Taça das Nações, corações de todas as gerações bateram mais forte. Desporto de feitos e memórias para uma geração mais antiga, exerce agora uma nova atração sobre os mais jovens, que o procuram cada vez mais como atividade extracurricular.
 
Em Portugal existem atualmente 117 clubes de hóquei em patins inscritos na Federação Portuguesa de Patinagem. Destes, 97, a grande maioria, tem a vertente de formação, o que se traduz em 5500 crianças em competição todos os fins de semana pelos quatro cantos do País. Augura-se um futuro auspicioso para a modalidade em que Portugal sempre foi uma potência e para a qual escreveu já muitas páginas de glória. 
 
Portugal é, aliás, o "único país do Mundo" onde se pratica hóquei em patins de norte a sul, ao contrário de outras potências.
 
"Em Espanha está concentrado na Catalunha, em Itália joga-se apenas no Norte e na Argentina é na cidade de San Juan", faz questão de frisar Paulo Nunes, treinador e coordenador desportivo do Atlético Clube do Tojal (A.C. Tojal), em Loures, que só em 2000 abriu a secção de hóquei e desde então não tem tido mãos a medir para acolher miúdos e miúdas (as equipas e os treinos são mistos) que querem treinar de patins e stick na mão e, quiçá, alcançar os feitos dos míticos Chana, Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho e Livramento, a ‘equipa maravilha da modalidade, que em 1977 conquistou quase tudo o que havia para conquistar. 
 
Desde essa época, muita coisa mudou e o hóquei passou por muitos altos e baixos de popularidade, apesar da seleção das quinas continuar a ser a equipa mais vitoriosa do Mundo, com 15 títulos mundiais masculinos, 20 títulos europeus masculinos, 18 Taça das Nações, 10 Taças Latinas, 17 títulos europeus de juniores e 11 títulos europeus de juvenis. 
 
POPULARIDADE 
 
Mas Luís Sénica, o atual selecionador nacional, não tem dúvidas de que o hóquei em Portugal está em alta: "Estão a aparecer cada vez mais miúdos a querer jogar. São vários os indicadores que nos comprovam isso e não só o trabalho diário nos clubes: o crescimento do mini hóquei, a dinâmica da formação, a procura de cursos de treinadores, o mediatismo na comunicação social". As razões? São óbvias: "As suas características intrínsecas de velocidade e jogo e a espetacularidade!", acrescenta o campeão e ex-jogador do Sport Lisboa e Benfica. 
 
Mas treinar miúdos tem muito que se lhe diga e vai além da vocação desportiva. Acima de tudo, os treinadores são "formadores de homens", como gosta de frisar Paulo Nunes, treinador e coordenador desportivo do A.C. Tojal. 
 
Desde 2000, ano em que "abriu as portas ao hóquei num recinto ainda ao ar livre e sem as mínimas condições", mas soma agora 60 pupilos e alguns títulos, muito graças ao facto de angariar miúdos nas escolas através das AEC (atividades extracurriculares) e de conseguir emprestar uma boa parte do equipamento aos que se iniciam, permitindo-lhes experimentar e praticar a modalidade sem obrigar os pais a entrarem em grandes despesas. Até porque a conta não é barata: um equipamento de jogador anda pelos 200 euros e o de guarda-redes pelos 400, que o clube, com alguns patrocínios, lá vai conseguindo arranjar. 
 
António Santos é também treinador do clube do Tojal desde 2007. Antes, por incrível que pareça, nem sequer sabia patinar. Antes, era ‘apenas’ um pai vestido de orgulho na bancada, até ao dia em que o então treinador o desafiou a tirar o curso na federação, pois precisava de ajuda com os mais pequenos. Agora é parte da espinha dorsal do clube onde todos dão o litro por pura carolice. "Venho treinar os miúdos às segundas, terças, quintas, sextas e sábados. Aos domingos ainda há os jogos. O que me vale é que a minha mulher também gosta muito de hóquei, acompanha-me nos jogos e acaba por ser algo que partilhamos", confessa. 
 
Voz de comando e muita paciência são os ingredientes essenciais quando se lida com miúdos, explica o treinador de Loures. Paulo Nunes admite que a modalidade tem feito maravilhas a crianças a quem foi diagnosticada hiperatividade. "Porque eles aqui são mesmo obrigados a focar-se em campo e gastam muitas energias. O comportamento deles melhora de uma forma geral." 
 
BOM EXEMPLO 
 
Talvez por isso, quem não tiver boas notas não entra no rinque de Jaime Santos, ex-glória do Belenenses Paço d’Arcos, e agora ao serviço das seleções da Associação Desportiva de Oeiras (A.D. Oeiras). 
 
No final de cada período, os seus formandos têm de lhe levar o papel das notas. Os que se "saíram bem são aplaudidos em campo", os que que saíram mal são incentivados pela própria natureza do jogo a dar o seu melhor. A cobiçada braçadeira de capitão roda apenas por aqueles que brilham tanto dentro como fora do jogo. 
 
Mas, às vezes, quem se porta pior são os pais: "Já perdi bons jogadores por causa dos pais. Ou trazem-me os miúdos constantemente atrasados ou dão maus exemplos na bancada, de desrespeito para com o árbitro ou para com o adversário, e isso não admito. Não compreendem que é uma falta de respeito para com os próprios filhos." Motivar o espírito e o trabalho de equipa, a união, desvalorizar tanto as derrotas como as vitórias e cultivar a entreajuda são as suas máximas. Às vezes há lágrimas, "mas não por perderem. É por jogarem". Por isso, a federação criou um regulamento pedagógico que obriga os treinadores a rodarem todos os jogadores nos dois primeiros períodos do jogo. 
 
PAIS EM CAMPO 
 
Talvez por isso, o ambiente nos balneários é de um saudável e barulhento frenesim, onde as vozes são abafadas pelo atrito dos rolamentos no chão. Há pais, mães e irmãos mais novos de fraldas mas já de olhos ávidos nos patins, à espera do seu tempo. Ali ninguém espera a fama nem a fortuna dos craques do futebol. Liliana Durães, mãe do Rodrigo, de 8 anos, quis um desporto "mais completo". Sandro Camacho, pai de Guilherme, de cinco anos, quis incutir "o espírito de equipa e do coletivo". Jorge Ricardo, pai de Gonçalo, de 7 anos, congratula-se ao ver que o filho cresceu "em maturidade e responsabilidade desde que joga hóquei". 
 
David Costa, que em pequeno só jogou futebol e basquetebol, surpreende-se por ter em Martim, de oito anos, a promessa de "um futuro campeão", segundo quem o treina. E Miguel Matias, neto de Jaime Santos, viu no hóquei algo mais para "partilhar com o avô". 
 
"As pessoas esquecem-se de que nem todos os miúdos gostam de futebol. E o que poderá ser melhor que o hóquei, que une a patinagem – coisa que em geral todos os miúdos gostam – a uma bola e um stick?", nota Jaime. Apetece acrescentar que nem todos sonham afinal com contas bancárias do tamanho da de Cristiano Ronaldo. E louvar os pais que se levantam de madrugada aos domingos para transportar, apoiar e aplaudir, e que para os filhos querem apenas que sejam "campeões da vida".

Por Vanessa Fidalgo in Correio da Manhã

quarta-feira, 8 de abril de 2015

E AGORA LUÍS????

A Selecção Nacional venceu a 66ª edição da Taça das Nações de hóquei em patins. No passado domingo, 05 de Abril, na grande final do torneio de Montreux, Portugal venceu (3-2) a Espanha e conquistou a 18ª Taça das Nações e quarta consecutiva do seu historial.

Foto: Gordon Morrison

Para este torneio Luís Sénica convocou um grupo de jovens valores capitaneados por João Rodrigues e que provaram que são o futuro do hóquei nacional, assim se continue a apostar neles. Apenas com uma derrota por 1-0 na fase de grupos frente à Espanha num jogo onde Portugal construiu várias oportunidades de golo, mas pecou na finalização e ainda desperdiçou um lance de bola parada. Nas meias finais Portugal enfrentou uma Angola recheada de excelentes executantes e onde na minha opinião faltou apenas Francisco "Xico" Veludo que numa forma tremenda ao serviço dos Tigres, continua a passar despercebido, e a equipa Lusa apesar das dificuldades soube adiantar-se no marcador depois de estar a perder por por 0-1, mas chegou ao 3-1 e soube manter a vantagem até ao final do jogo apesar de ver a equipa de Orlando Graça reduzir para 3-2.

No jogo da final Portugal foi superior a sua congénere e apesar de estar em vantagem no marcador por duas vezes e ver "nuestros hermanos" chegarem empate tiveram arte e engenho para chegar à vitória e conquistar o caneco, num jogo em que os golos de Hélder Nunes, Gonçalo Alves e João Rodrigues ficam na retida.

Agora terminado Montreux e em preparação para o Mundial de La Roche-sur-Yon, França que terá lugar de 20 a 27 de Junho e com Portugal inserido no Grupo C conjuntamente com Brasil, Alemanha e Áustria, Luís Sénica têm pela frente uma "saudável" dor de cabeça, ou seja continuar a apostar nestes jovens que tão bem deram conta de si, ou voltar a trazer os "Dinossauros" que agora ficaram a ver os jogos na RTP2 e quebrar assim a linha de sucesso e a chamada continuidade e renovação da selecção, que quer se queira ou não (e esta é a minha opinião) é que se é para não ganhar (esperamos que não e consigamos trazer o caneco), mas mais vale deixar de novo os "Dinossauros" a ver o Mundial pela televisão e apostar nestes jovens onde com uma ou outra alteração como por exemplo a chamada de Diogo Rafael ou outro jogador da mesma faixa etária vão certamente ganhar o "tactical awareness" como dizem os Ingleses, e munir-se de qualificações para a curto prazo colocar de novo Portugal na posição mais alto dos pódios, seja dos Europeus seja dos Mundiais.

Para a história resta-me deixar aqui o nome dos jogadores que venceu a 66ª edição da Taça das Nações e ficar atento às próximas convocatórias para ver se "o vento mudou e ele não mudou, ou se o "vento mudou e ele mudou" assim estes ventos "emanados pelos Deuses do Olimpo" e "sus sponsores" não entrem em rota de colisão com os ventos soprados por quem realmente tem a verdadeira noção dos jogadores certos na competição certa.

AD Valongo
  • Telmo Pinto - João Souto e Henrique Magalhães

FC Porto
  • Hélder Nunes e José "Rafa" Costa

SL Benfica
  • Pedro Henriques (gr) e João Rodrigues

Sporting CP
Ângelo Girão (gr) e Daniel "Poka" Oliveira

UD Oliveirense
Gonçalo Alves

sábado, 15 de novembro de 2014

AFINAL PORQUE RAZÃO FOI O SC TOMAR MULTADO...!!!

Ao ler a crónica do Berry - O Adepto (Expulso) lembrei-me de ir ler os artigos que motivaram a coima de 48,50€ ao SC Tomar por causa de distúrbios e depois de investigar fico com a mesma opinião dele e fico com a nítida sensação que se andam a cumprir directivas dos patamares decisores com o total apoio de quem elabora relatórios e segue religiosamente quem manda, se é para a direita vamos para a direita, se é para a esquerda vamos para a esquerda, o essencial é agradar.

Não podia começar a minha divagação sem passar pela Porto Editora e ver no dicionário de Língua Portuguesa - sem Acordo Ortográfico o significado de "distúrbio" e aparece o seguinte:
dis.túr.bi.o
nome masculino
1.    perturbação do sossego; alteração da tranquilidade
2.    perturbação da ordem; desordem; motim

Primeira parte concluída, apresento de seguida o Comunicado Semanal de Castigos a Clubes e Associações. Reunião do Conselho Disciplinar de 12/11/2014 onde no ponto 0444/14 vêm a punição ao SC Tomar.


Agora apresento um a um os artigos que levaram à respectiva multa de 48,50€


Por fim não podia de chegar à fala com Ricardo Cardoso, Presidente do SC Tomar para explicar afinal o que de grave se passou no Jácome Ratton na recepção ao S Alenquer B
CA – Boa tarde Ricardo, afinal o que se passou no passado sábado que levou os árbitros da partida a referirem no relatório a ocorrência de distúrbios?
RC – Boa tarde Gavancho. Realmente estranho esta atitude, até porque o SCT preza o bom nome do clube e da modalidade e sempre recebe bem, como são testemunhas os diferentes agentes da modalidade, onde, obviamente, se incluem os Srs. Árbitros. No sábado passado estranhámos a atitude dos árbitros logo que chegaram ao Municipal Jácome Ratton, pois insistiram na necessidade de vistoriar as duas viaturas com que se fizeram deslocar até ao local, mostrando total desconhecimento da Lei e, aliás, os árbitros de outras Associações pouco se preocupam com o facto, afirmando que sempre foram aqui bem recebidos ao longo dos anos e que param o carro em qualquer lado e sem quaisquer problemas, pois as pessoas de Tomar são de bem e vivem a modalidade de forma ímpar e irrepreensivelmente. Estranho também a atitude do sr. Árbitro, Gameiro, que chama à razão um clube singelo por “distúrbios”, na minha pessoa, quando não percebeu que os prevaricadores foram os jogadores do banco do Alenquer, na pessoa do g.r. suplente, que tenho como exemplo, quiçá, mal disposto pelo evoluir do resultado que lhes foi favorável grande parte do tempo. Esta sim, era uma competência da dupla de arbitragem, na pessoa do supracitado árbitro, que estava do lado dos bancos e que deveria manter a ordem com penalização para os mesmos, que não cumpriram as condutas que o desporto em geral preconiza e o hóquei patins em particular. Obviamente, e agora, estou em condições de afirmar que não deveria responder a tais provocações, que se estenderam aos directores do clube adversário e inscritos no boletim de jogo, mas, a incerteza do resultado e as emoções inerentes ao mesmo, dificilmente transmitem tais comportamentos de serenidade. Um voto de louvor, àquele que no banco, pediu desculpa de tal gesto, do já citado g.r. suplente, de valor ímpar e que conheço à tantos anos. Continuo a estranhar, que tais árbitros, na pessoa daquele que estava do lado dos bancos, “Gameiro”, procurou no pavilhão culpados e não naqueles que na verdade, procuraram inflamar o espectáculo, sempre digno pelas duas equipas e com resultado incerto até ao final, e que mereciam ser punidos, pois estão apenas para jogar, isto sim era competência de tal pessoa que tarda em compreender o fenómeno da arbitragem e não castigar os inocentes que todos os dias trabalham em prol da modalidade.
CA - O que achas que mudou num numa época onde agora todos os comunicados publicam multas aos clubes seja por atraso no início do jogo ou por distúrbios? Estarão os clubes mais desleixados (e desculpa o termo), os adeptos mais indisciplinados, ou os árbitros mais assertivos no cumprimento das directivas emanadas e a FPP mais preocupada em angariar fundos, pois nenhum clube reclama por 48,50€, mas se todas as semanas for uma dezena multada por esses valores, no final da época representa muito dinheiro em caixa.
RC – Na realidade há muitas questões que me ultrapassam e, não podendo concordar com algumas que não defendem os interesses da modalidade, à outras que não posso deixar de responsabilizar aqueles que “gerem” de acordo com os regulamentos, como por exemplo a hora de entrada na “pista”. Obviamente, faz-se apelo em todos os ringues à sensibilidade dos árbitros, mas todos conhecemos a Lei. Agora, distúrbios, ainda ninguém percebeu o que é? Quem prevarica? Quem incentiva? Pois na realidade não existem culpados e toca a bater no “clube organizador”, que, por vezes, é inocente de tais comportamentos, aliás, expressos na minha pessoa ao dito árbitro, que assumiu perante várias testemunhas que ia escrever… O quê? Pois esteve longe de perceber o que se passou, “quase nada”…, por má fé?, por instruções?, só ele poderá dizer… contudo estranho tais comportamentos, que entre outros nada defendem os CLUBES, que com tantas e tantas dificuldades, vão procurando defender uma modalidade que nos é tão querida e, até quando?! Não somos merecedores de tais castigos, injustos, na pessoa daqueles que estão apenas para dirigir um jogo, que por si só já lhes levanta tantas dificuldades.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ESTRANHA FORMA DE VIDA

Pedro Caldas, administrador do "Gloquei" publicou um artigo no seu espaço denominado "Estranha Forma de Vida" que em quatro capítulos retrata "A nossa história... Ou a importância em Portugal dos "CAROLAS" no reaparecimento do Hóquei em Patins na comunicação social".


«Caros amantes do Hóquei em Patins,

O texto que vos apresento é, em primeiro lugar, uma sentida homenagem que faço a todas as pessoas que trabalham ou trabalharam diariamente para levar o hóquei a sítios que, de outra forma, jamais seriam pisados pela modalidade. Apenas não direi seus nomes porque estão enumerados, um a um, nos quatro capítulos que vos apresento, e dentro dos quais poderão ler, também, os seus depoimentos.
» é assim com esta introdução que Pedro Caldas remete os leitores ao um passeio pela história recente do nosso hóquei no que á divulgação diz respeito

Com referências ao cartão Azul como por exemplo «(...) começaram a surgir outros bloguers, destacando-se o blogue Cartão Azul pela inovação de ser de cariz unicamente regional, administrado por Francisco Gavancho. Tal como Nélson Alves, tampouco sabe andar de patins, apesar de ter crescido a ver hóquei em patins, ao contrário do antigo administrador do Mundo do Hóquei, apaixonado pela modalidade desde o Campeonato do Mundo de 2003, realizado em Oliveira de Azeméis. Natural do Alentejo mas radicado desde os 27 dias de idade no Entroncamento, Francisco Gavancho teve a ideia de criar o blogue devido à longevidade de Portugal que, por vezes, a sua profissão de Sargento-Chefe da Armada obriga. “Em 2006 estive numa operação durante seis meses na Fragata Vasco da Gama. A minha fome de informação relativamente ao hóquei era parcialmente saciada quando, nas horas vagas, acedia a alguns blogues de hóquei que já existiam. O Mário Serra, director da UF Entroncamento, tinha um (...)»

Divido em quatro capítulos vale a pena ler "Estranha Forma de Vida" e dar os parabéns ao Pedro Caldas por este registo que perdurará na memória das pessoas que fazem o que podem pelo hóquei e que por vezes são tal mal tratados e incompreendidos", e é assim que o Pedro termina o Capítulo 4 «Por tudo isto, acho extremamente urgente que a Federação resolva estes problemas, pois a carolice pode durar muito mas também tem limites e acho que esses limites estão, aos poucos, a surgir. Está na hora de a Federação resolver este enorme problema das transmissões televisivas d’A Bola TV que, apesar de fazer calar alguns, não faz calar todos. Eis muitos dos problemas: som, tempo de jogo, má colocação das câmaras laterais e pouca qualidade nas repetições. É urgente olhar para estes problemas ‘com olhos de ver’ e rapidamente, caso contrário podemos vir a entrar num novo período negro do hóquei em patins, para minha infelicidade”
 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

“À CORISCOS MAL AMANHADOS”

O Maritimo SC da freguesia de São Pedro, Calheta na Ilha de São Miguel nos Açores é sem dúvida alguma a sensação da 1ª volta do nacional da II Divisão zona sul.


A equipa azul e branca filial do FC Porto têm mostrado jogo após jogo que com qualidade, perseverança e muito trabalho se consegue anular as diferenças entre o hóquei em patins do Continente e dos Açores, e isto é fácil de se compreender, pois se as outras equipas tiveram jogos de treino, torneios, a equipa Açoriano teve apenas o Torneio de Ponta Delgada.

Mas numa equipa que têm Carlos Guimarães que lidera a lista de melhores marcadores com 35 golos apontados e Bruno Botelho 3º classificado da mesma lista com 32 golos é de esperar que se possa ambicionar lugares do meio da tabela para cima, pois falar noutros seria irrealista, e depois quando na baliza temos um jovem que divide o seu tempo entre o Maritimo SC e servir a pátria na Marinha Portuguesa de seu nome Simão Loureiro, começam a estar juntos “ingredientes” certos para uma boa “receita” e para terminar se colocarmos este “ingredientes” na mão de um Chef experiente de seu nome José Júlio Soares a “receita” só pode sair boa.


Os vencedores da III Divisão sul e vice-campeões Nacionais da III Divisão na passada época encontram-se no final da 1ª volta na 5ª posição com 25 pontos, a um ponto do 4º classificado o S Alenquer B que venceram na última jornada, e já não conhecem o sabor da derrota há seis jornadas consecutivas, é mesmo caso para dizer “À Coriscos mal-amanhados”.

sábado, 11 de janeiro de 2014

TALENTO TAMBÉM SE ESCREVE EM RIBATEJANO - PARTE II

Como disse no primeiro artigo acerca deste assunto, que em breve iria fazer referência a outros jovens talentos Ribatejanos, que despertaram para a modalidade em clubes da região e agora ao serviço de clubes de outra dimensão/projecção conquistaram títulos nacionais.

Foto: Gonçalo Nobre

  • Gonçalo Nobre

Mais um atleta Ribatejano a ostentar as insígnias de Campeão Nacional de Iniciados ao serviço do Sporting CP, onde na época passada também conquistou o titulo Regional do mesmo escalão. Gonçalo deu as primeiras patinadelas em Santarém tendo conquistado ao serviço do Hóquei Clube o Regional de Infantis 2009/2010 e 2010/2011. Na época 2011/12 já ao serviço do Sporting sagrou-se Vice-campeão Nacional de Infantis e Campeão Distrital do mesmo escalão.

  • Miguel Madeira

Jogador que despertou para a modalidade no HC Santarém e que cedo viu reconhecido o seu valor, ainda ao serviço da equipa Escalabitana conquistou o Regional de Infantis nas épocas 2009/2010 e 2010/2011. O Sporting CP apostou na sua qualidade e o atleta passou a vestir de verde e branco tendo na passada época conquistado o Regional e o Nacional de Iniciados.

Foto: Rui Borreicho

  • Rui Borreicho

Depois de se ter sagrado Campeão Regional de Infantis na epoca 2010/2011 pelo HC Santarém, o jovem "keeper" rumou a Lisboa onde na passada época se sagrou Vice-campeão Regional e Nacional pelo CD Paço de Arcos.

  • Bruno Santos

Este jovem atleta, mais um talento formado na Capital Ribatejana, sagrou-se Bi- campeão Regional de Infantis nas épocas 2009/2010 e 2010/2011, tendo à imagem de Rui Borreicho "emigrado" para a Linha onde na passada época se sagrou Vice-campeão Regional e Nacional de Iniciados pelo CD Paço de Arcos.

Agora está na altura de analisar a época 2013/2014 e acompanhar estes e outros Talentos Ribatejanos, para que daqui a um ano possa de novo ser feita a referência aos mesmos, neste espaço de divulgação do hóquei em patins Ribatejano.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR - PARTE IV

E se estamos aqui para opinar quando pela nossa perspectiva as coisas não estão bem, também estamos aqui para nos retratar quando afinal, as coisas estão bem, só que existem "zonas de silêncio" no canal de comunicação e a informação chega com falhas, falhas essas que caso tivessem chegado não teria havido lugar à noticia anterior.


Depois de um telefonema a situação ficou esclarecida, pois quem fez chegar a informação ao Cartão Azul (solicitando anonimato) fez também chegar a mesma informação ao jornal "O Almeirinense" (solicitando anonimato). Assim sendo de ambas as partes partiu-se do pressuposto que a noticia era original. Assim não foi, mas está resolvida a situação.

Resta-me como o fiz pessoalmente, fazer agora publicamente e pedir desculpa ao jornal "O Almeirinense" pela noticia anterior, ciente e pelo que me foi dito que se fosse ao contrário teriam reagido da mesma forma.

Assim se resolvem os assuntos entre pessoas sérias e adultas que apenas querem divulgar o hóquei ribatejano.

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR - PARTE III

Em Março de 2012 escrevi um artigo de opinião que começava assim «Sou das pessoas que mais apoia a divulgação do Hóquei em Patins, em particular o do Ribatejo, e que me congratulo quando a Comunicação Social do Distrito fala da modalidade, nomeadamente aqueles que poucas são as vezes que trazem às suas páginas seja em papel seja on-line o Hóquei em Patins. No entanto há situações que me desagradam profundamente (...) » e que pode ser lido na integra aqui.


Nessa altura o director do Semanário em questão pediu desculpa pela situação e publicou um artigo acerca do sucedido, situação que publiquei no Cartão Azul e que pode ser lida aqui.

Volvidos quase dois anos volto a deparar-me com a mesma situação, desta feita através do Jornal "Almeirinense" que publicou quase na totalidade a noticia sobre os Benjamins do HC "Os Tigres" e nem uma simples referência à origem. Sendo o Almeirinense um jornal que recorro para complementar noticias sobre o HC "Os Tigres", seja com fotos, ou videos, sempre com a devida referência, custa-me ver o mesmo jornal funcionar no inverso sem que faça qualquer menção ao autor, espaço onde foi divulgado. Assim é fácil fazer jornalismo (vamos chamar-lhe assim) sentado numa secretária frente a um computador e copiar o que alguém faz, esse alguém que está no terreno, procura fontes de informação, gasta dinheiro em telemóvel, telefone, combustivel, portagens "however" para que o hóquei Ribatejano tenha a divulgação que merece, ou pelo menos a que humanamente consegue. Não me vou alongar muito mais deixo só de seguida o link das duas noticias, para os visitantes poderem tirar as suas ilações.

- Cartão Azul

- Jornal "Almeirinense"

Termino assim da forma que terminei quando da primeira situação, alterando apenas a data «Claro que não quero um pedido de desculpas, aquilo que queria era uma simples referência ao meu trabalho, pois é de elementar justiça, e claro não podia desabafar com a Familia, pois de Hóquei já basta o tempo que lhes sonego diariamente, então que me perdoem os visitantes do Cartão Azul, tive de desabafar com vocês, neste dia 10 de Janeiro, em que não me sinto revoltado, apenas triste e muito triste e com vontade de bater com a porta e começar a devolver com juros o tempo que por aqui perco, a quem o merece.»

Nota de rodapé: Para finalizar o titulo do Almeirinense (este não copiado do Cartão Azul) induz o leitor em erro, pois realmente os Tigres perseguem o Sporting de Torres e AD Oeiroas e não o Sporting.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

TALENTO TAMBÉM SE ESCREVE EM RIBATEJANO

Ao segundo dia do novo ano, está na hora de olhar para o ano de 2013 e ver onde as palavras, «hóquei», «talento» e «Ribatejo» se unem e fazem sentido e acabamos por constatar que se unem em muitas situações que vamos enumerar de seguida e que na nossa opinião são as mais relevantes, sem esquecer que para além destes há outros talentos nesta nossa região e que certamente irão elevar bem alto o nome do Ribatejo.

Foto: Site Oficial Colômbia 2013

  • Diogo Neves
Já com muitos anos de Lisboa, primeiro ao serviço do Sporting CP e agora no SL Benfica, podemos afirmar que 2013 foi o ano da consagração do jovem Almeirinense que se sagrou campeão Mundial Sub-20 em Cartagena das Índias na Colômbia, evento onde foi considerado o melhor jogador. Para além deste título juntou outros a nível clubístico como vencedor da Taça Continental, Taça Intercontinental (onde apontou um golo) e afirma-se cada vez mais como opção para a equipa sénior encarnada com Pedro Nunes a acreditar no seu valor e dar-lhe tempo de “pista” seja a nível nacional, seja a nível internacional.

Foto: Carlitos Silva

  • Carlos “Carlitos” Silva
O jovem guarda-redes Tomarense teve em 2013 um ano para mais tarde recordar e juntar na sua galeria ao título de Campeão Nacional de Juvenis alcançado em 2011/2012 ao serviço do SC Tomar. Carlitos foi opção de Tikinho para a baliza da Selecção Nacional de Sub-17 que se sagrou Campeão Europeia em Alcobendas. O guarda-redes Ribatejano fez a estreia internacional frente a Israel logo no primeiro jogo do certame. As boas exibições que vinha fazendo com a camisola do SC Tomar e da Selecção foram decisivas para o SL Benfica o chamar para a sua equipa de Sub-17

Foto: Freddy Neves

  • Frederico “Freddy” Neves
Outro caso de talento “made in Ribatejo” que invade os rinques Nacionais e Internacionais. O jovem natural de Almeirim sagrou-se em 2013 campeão Nacional de Iniciados ao serviço do Sporting CP, viu a sua equipa onde enverga a braçadeira de capitão receber o Prémio Stromp e no Europeu de Sub-15 que se disputou em Espanha foi eleito para o cinco ideal do Torneio.

Foto: António Antunes - T.M. Foto

  • Tiago Godinho
Outro jovem Tomarense que representa o SL Benfica e que a par de Carlitos Silva se sagrou Campeão Nacional de Juvenis em 2011/2012 ao serviço dos verde e brancos da Cidade dos Templários e que viria a repetir o feito na passada época, desta feita ao serviço do SL Benfica. Actualmente como Júnior, Tiago Godinho é uma das mais-valias da equipa encarnada que esta época tenta o tri no Nacional da categoria, sendo também utilizado na equipa “B” encarnada que disputa a III Divisão Sul.

Foto: Carlos Martins

  • Pedro Martins e José “Zé” Pedro
Estes dois jovens rumaram esta época até Lisboa para representarem o SL Benfica, vendo assim reconhecido o seu talento e o trabalho que SC Tomar e ACR Santa Cita fizeram na sua formação. Pedro Martins é assim um trunfo de Jorge Godinho na equipa de Juniores sendo também utilizado na equipa “B” encarnada que disputa a III Divisão Sul. Zé Pedro considerado por muitos como um dos melhores Sub-17 a actuar no Ribatejo viu esse talento ser reconhecido.

Foto: SLB/Formação

  • Jorge Godinho
Dispensa qualquer tipo de apresentação, este técnico Ribatejano, que ano após ano vai colecionando títulos e 2013 não foi excepção e Jorge Godinho sagrou-se bi-campeão Nacional de Juniores e conduziu a equipa de Juvenis encarnada igualmente ao título Nacional. Este ano para além do desafio de conquistar o tri para a equipa Júnior, ainda orienta a equipa “B” encarnada que tenta o título Nacional da III Divisão.

Foto: António Antunes - T.M. Foto

Como foi dito no lançamento desta notícia, outros jovens Ribatejanos vão espalhando talento por esses rinques fora, e se não têm tido a projecção dos anteriormente referidos, apesar de alguns ostentarem as insígnias de Campeões Nacionais, são sem dúvida excelentes activos para os clubes que representam, e poderão dar o “salto” a qualquer momento, como por exemplo Edgar Costa (União FE), Alexandre Marques e David Domingues (Académica Coimbra) e Hernâni Diniz (SC Tomar), entre outros que a seu tempo terão a devida referência.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

FPP CELEBRA 92º ANIVERSÁRIO

A Federação de Patinagem de Portugal comemora hoje o seu 92º aniversário. Uma das Federações Nacionais que mais títulos deu a este país à beira-mar plantado inicia assim o ano de 2014 com a responsabilidade de continuar na senda das conquistas europeias e mundiais nas modalidades que estão debaixo da sua alçada aumentando assim o numero de medalhas que supera meio milhar. 

Foto: FPP

Sendo este espaço vocacionado para o hóquei e aproveitando o aniversário da Instituição, vamos olhar para 2013 e ver o que se passou de bom, menos bom ou mesmo mau. Sem duvida que as selecções de Sub-17 e Sub-20 elevaram ao máximo o nome de Portugal, tendo conquistado o titulo Euopeu de Sub-17 em Alcobendas ao vencer na final a França por 6-3. Luís "Tikinho" Moreira conquistava assim o ouro para Portugal em casa o eterno rival Espanha, que acabou por cair nas meias-finais aos pés da selecção Gaulesa. Os Sub-20 sob a batuta do Prof. Luís Duarte viajou até à América do Sul, mais propriamente até a Cartagena na Colômbia para conquistar o Mundial, derrotando na final a Espanha por 4-1, num campeonato imaculado onde os jovens Lusos venceram e convenceram em os jogos que disputaram. O Presidente da República não ficou alheio a esta conquista e enviou à FPP um telegrama de felicitações pela conquista em terras da Colômbia, ficou apenas a recepção no Palácio de Belém, mas essas geralmente é para o pessoal do futebol sejam ou não campeões. 

Quase a atingir o cimo da pirâmide estiveram as nossas meninas que com Carlos "Capi" Pires ao leme e com pouco tempo de trabalho se sagraram vice-campeãs europeias, perdendo apenas na final com a equipa da casa a Espanha, equipa que curiosamente haviam vencido na primeira fase deste Europeu Feminino que se disputou em Mieres. No entanto ficaram muito boas indicações para futuros compromissos de uma selecção jovem e de qualidade. 

A selecção principal voltou a conquistar o pódio mas não o lugar mais alto, aquele que nos foge desde 2003, quando em Oliveira de Azeméis conquistamos o Mundial. Este ano a jogar em casa, vamos chamar-lhe assim, pois este Angola 2013, o primeiro mundial em terras africanas tinha todos os condimentos para a equipa de Luís Sénica destronar a Espanha, e com uma fase de grupos imaculada, a equipa Lusa viria a ser eliminada pela Argentina, caindo assim para o jogo da consolação onde venceu o Chile conquistando o bronze. Destaque neste Mundial foi a aposta de Luís Senica em jovens valores que já são certezas com é o caso de Helder Nunes e Gonçalo Alves, que se juntam a João Rodrigues, Diogo "Chiquinho" Rafael e Ângelo Girão que realizou um Mundial de eleição provando que é sem duvida o melhor guarda-redes português da actualidade. 

Foto: Catarina Maria

No que diz respeito a outros eventos que não Europeus e Mundiais, a selecção principal venceu o Torneio de Montreux com Gonçalo Alves a saltar do banco e a converter uma grande penalidade quando todos os outros tinham falhado e assim lá vencemos a Espanha, mas uma equipa de Sub-23 sem Pedro Gil, Jordi Bargalló, Marc Gual, Sergi Fernández entre outros. Com esta vitória Portugal conquistou o tri e trouxe para a vitrina da FPP o troféu original. 

Em 2013, houve também o lado mau da coisa e sem duvida o que mais me marcou e ainda ninguém me explicou foi o facto de o hóquei em patins ter ficado fora dos prémios atribuídos na 18ª Gala do Desporto da Confederação do Desporto de Portugal. Mas sobre esse tema convido os leitores a lerem o artigo que escrevi na altura. 

Para terminar em 2014 pelo menos uma coisa será negativa e espero que seja a única, estou a referir-me aos Jogos da Lusofonia que devem ter lugar em Goa, Índia entre 18 e 29 d e Janeiro. Sendo esta a 3ª edição de um evento multi-desportivo disputado pela comunidade de países de língua portuguesa, não se compreende a ausência do hóquei em patins, quando a modalidade se disputa em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Macau e na Índia que irá participar como membro associado e país organizador. Um assunto que gostaria, assim como todos os amantes da modalidade ver esclarecido. 

Resta-me para terminar desejar à FPP um feliz aniversário e um 2014 cheio de sucessos desportivos. 

domingo, 29 de dezembro de 2013

O ANO EM QUE OS PORTUGUESES VOLTARAM A GANHAR

Espanha continuou a dominar em selecções e venceu o Mundial de Angola, mas na Liga Europeia houve uma final 100% nacional - o Benfica bateu o FC Porto por 6-5.

Foto: José Coelho/Lusa

Tudo começou com o Sporting em 1976/77. Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana, Livramento, Jorge, Garrido, Carlos Alberto e Carmelino fizeram história numa equipa comandada por Torcato Ferreira e venceram a primeira Liga Europeia de hóquei em patins para Portugal à 12.a edição. A selecção nacional poderia dominar dentro dos rinques, mas a história mudava de figura quando os países davam lugar às equipas. Os espanhóis do Voltregá (3), do Barcelona (2) e do Reus (6) não tinham dado hipóteses até então, mas a equipa de sonho de Alvalade pôs um fim a essa série, derrotando os também espanhóis do Vilanova por 6-0 e 6-3. 

O enguiço estava quebrado mas não foi suficiente para fazer com que as equipas portuguesas acreditassem no seu valor. O título dos leões antecedeu uma série de oito troféus consecutivos para o Barcelona e só em 1986 é que Portugal voltou a festejar, na altura numa final entre FC Porto e Novara. Os dragões voltaram a conquistar o título em 1990, mas foi o Óquei de Barcelos, no ano seguinte, que deu início ao mais longo jejum das equipas nacionais. 

Os anos passaram e Portugal transformou-se num perito em ver formações perderem na final. Aconteceu com o Benfica em 1993 e 1995, com o Óquei de Barcelos em 1994 e 2002, e sobretudo com o FC Porto em 1997, 1999, 2000, 2004, 2005 e 2006. Na época passada, Benfica, FC Porto, Oliveirense e Candelária foram os representantes portugueses na competição, mas apenas os primeiros dois conseguiram ultrapassar a fase de grupos. A partir daí, já só restavam oito com possibilidades de erguer o troféu: além dos portugueses, havia cinco espanhóis e um italiano. 

A história e as probabilidades não estavam a favor dos portugueses mas as vitórias nos quartos-de-final (Benfica-Noia, 10-3 e FC Porto-Reus, 8-7) transformaram a final four numa oportunidade única para voltar a quebrar o enguiço. Mais do que isso, os jogos decisivos iam disputar-se em Portugal, no Dragão Caixa. Nas meias-finais, Benfica (4-4 e 2-1 nas grandes penalidades sobre o Barcelona) e FC Porto (9-7 ao Valdagno) não vacilaram e garantiram logo ali vários feitos históricos: Portugal ia mesmo voltar a vencer a Liga Europeia e pela primeira vez teria uma final 100% nacional, algo que só tinha acontecido com Espanha (13 vezes). 

O brilho do feito foi ofuscado pelos conflitos entre adeptos que ocorreram durante as meias-finais. O Benfica começou por anunciar a falta de comparência no jogo decisivo, devido às "condições de segurança ao nível de uma competição amadora", mas na manhã de domingo voltou atrás e garantiu a presença. Apesar da tensão - os adeptos encarnados só entraram depois da primeira parte -, não houve problemas e a final não poderia ter sido mais disputada. O FC Porto foi para o intervalo a vencer por 4-3 e o Benfica virou para 5-4 no segundo tempo, mas Reinaldo Ventura forçou o prolongamento de livre directo a 5'58'' do fim. 

O tempo extra não durou sequer dois minutos. João Rodrigues tentou a sorte praticamente do meio-campo e Diogo Rafael desviou a trajectória da bola já perto do guarda-redes Edo Bosch. O golo garantiu o título: o primeiro de Portugal desde 1991 e o único do Benfica na história. "Uma final histórica", disse Luís Sénica, treinador dos encarnados. 

Rui Ribeiro in Jornali

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

AINDA O "CERTO E ERRADO"

Vamos lá então esclarecer o meu artigo de opinião “O certo e o errado”.


Tenho sessenta e nove anos de idade, trinta de Educadora de Infância no activo e, há catorze anos que sou avó.

Não percebo quase nada de hóquei. Daí não poder fazer uma avaliação técnica da modalidade.

Já na área da pedagogia, estou à altura de reconhecer o que está bem ou mal. Fui espectadora do jogo e como é minha prática corrente, não estou nas coisas só por estar:-observo-as com atenção vivo-as sem sectarismo, constato episódios e comento-os. E foi simplesmente o que aconteceu.

Acho ser aquele um espaço privilegiado para aplicação das pedagogias em que acredito. Daí tirar as minhas legítimas ilações com um espírito de entusiasmo e de partilha. O conceito do “certo e do errado” está sempre implícito em qualquer avaliação da aprendizagem, por esta se processar em grande parte pelo “ensaio e erro”. Não se trata de nada pessoal, apenas de um “cartão azul” à situação que me chocou.

Se a mesma situação se tivesse passado com os meninos do Sporting, o mesmo exactamente eu faria. A prova evidente está no meu apelo a todos os treinadores-educadores que trabalham com crianças.

A minha idade já me dá estatuto para ser uma espectadora exigente, daí achar ser hora de nunca se perder de vista as Pedagogias que constroem o Cidadão, tanto ou mais importantes que as artes do “fazer ganhar”.

Viva o Desporto onde haja Harmonia entre o SER e o SABER.

A terminar direi que no final do jogo, observei com agrado a sua intervenção pedagógica junto dos seus jogadores, a qual só me dá razão pois viu o mesmo que eu vi.

Um abraço e bom trabalho.

Maria Ermelinda Vasconcelos Henriques

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O CERTO E O ERRADO

No rinque do Pavilhão Municipal de Tomar, disputou-se no passado dia 7 de dezembro a 1ª jornada da 2ª fase APL com o jogo entre Sporting de Tomar e o Paço de Arcos (Escolares), com grande realce para o Sp. Tomar, cuja equipa deu uma grande lição de humildade.

Foto: António Antunes - T.M. Foto

Foi bem patente a filosofia do seu treinador Ivo Silva, cujo ensino vai muito para lá do perder ou ganhar. À equipa é-lhes criado o apetite pelo verdadeiro valor desportivo, o entusiasmo, por competir consigo mesma, o aprender, a reconhecer que o trabalho em equipa é essencial, que só trabalhando se vence. A equipa enquanto joga, deixa passar a mensagem de que a Concentração, o Querer e o Crer, são o segredo para atingir o objetivo que querem alcançar.

Ao invés de tudo isto, tinham como adversários a equipa do Paço de Arcos, que perderam o jogo de duas maneiras, em golos (4- 3) e em dignidade. Reagir à sua derrota como se fossem "adultos malcriados" no seu comportamento. Ainda no rinque toda a equipa do Sp. Tomar assistiu incrédula ao que via, acho até que já não se importava de lhes oferecer a vitória, enquanto a equipa do Paço de Arcos se negava a praticar rituais próprios do pós jogo, chorando a choro, deixar passar esta má preparação para lidar com frustrações, num espaço, tanto no âmbito de idades como num trabalho de equipa com o mesmo objetivo.

Onde está a pedagogia? De que não sendo aproveitada é quase crime. É assim que são formados os futuros jogadores do vale tudo!?... Senhores treinadores de crianças, aproveitem o espaço do desporto para o tornar verdadeiro, educando e valorizando mais o "ser" que qualquer outra vitória.

Saber gerir sucessos e insucessos, treinar frustrações nesta idade é prevenir a não-aceitação dos "nãos" da vida. Obrigado Ivo pelo trabalho paralelo ao exercício tático do ensino/ aprendizagem. Parabéns à Seção Juvenil do Sporting de Tomar

Maria Ermelinda Vasconcelos Henriques – Jornal “O Templário” 12-12-2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

NO PAÍS DO FUTEBOLÊS - PARTE 300 MIL E UM

Mais uma vez cá estou eu a escrever e a defender a minha "dama", mas começo a ver que não vale a pena e começo a pensar que realmente somos poucos, muito poucos os que gostamos de hóquei e tentamos a todo o custo divulgar o que se passa, mas esbarramos em jornais nacionais cujo o único desporto que interessa é o futebol, vá se lá saber porquê...!!!
 

Depois de ontem ter publicado o post "Ecos da vitória portuguesa na imprensa", onde as televisões nacionais deram revelo à conquista dos jovens Lusos, hoje aguardava-se que os diários desportivos dessem destaque de 1ª página, mas em vez disso dois desses "pasquins" colocaram uma pequena caixa com o feito dos Sub-20 e outro pura e simplesmente nada refere na 1ª página.

Folheando um desses diários chegamos à página 33 e lá está meia folha a falar da vitória portuguesa. Será por inercia de alguém, será por desrespeito pela modalidade que mais titulos deu a Portugal, será porque a modalidade não gera milhões e ajuda quiçá na limpeza para não dizer lavagem de parte deles, será pelo facto dos três grandes desta modalidade não terem dividas que em conjunto quase chega a mil milhões de euros, mas por alguma razão é que não se dá destaque ao hóquei.

Deixando os "pasquins" de lado e passando para os patamares mais altos, o Governo através do secretário de Estado do Desporto e Juventude felicitou hoje a selecção portuguesa de hóquei em patins (sub-20), como pode ser lido aqui. Do mais alto magistrado da nação até ao momento silêncio, e recordando que em 2011 quando a selecção de sub-20 de futebol se sagrou vice-campeã mundial por coincidência também na Colômbia e foi recebida em audiência no Palácio de Belém, muito menos se compreende esse silêncio, mas como ontem foi domingo, vamos esperar que hoje algo "transpire" ou talvez não

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

1ª FASE DO MUNDIAL SUB-20 AOS OLHOS DE BERNARDO NEVES

A meu ver, estamos perante um Campeonato do Mundo com uma diferença qualitativa abismal entre as seleções, mais ainda do que estamos habituados, tendo na minha opinião seis seleções muito fortes, as quatro 'do costume' (Portugal, Espanha, Argentina e Itália), equipas fortíssimas, que dispensam apresentações, quatro candidatas ao título, partindo a seleção espanhola com uma ligeira vantagem teórica, visto ser a campeã em título e pela hegemonia dos últimos anos.

As duas revelações do campeonato são a anfitriã, Colômbia e a seleção do Chile, a primeira com um poder físico muito acima da média e uma qualidade técnica bastante apurada para o que estamos habituados pela parte deles, aliado á garra que os caracteriza e ao factor casa, jogando sempre com o pavilhão a abarrotar e num ambiente sempre complicado para os adversários. No Chile vi uma seleção muito bem organizada que criou grandes problemas à congénere Italiana na fase de grupos, perdendo pela margem mínima (7-6) num jogo disputado até ao último segundo.

Pelo contrário, temos neste campeonato 4 ou 5 equipas bastante débeis, com deficiências enormes de patinagem e sem qualquer cultura técnica ou táctica, o que cria um desnível absurdo para uma competição deste tipo, apesar de compreender que sem elas seria impossível termos uma competição com 17 equipas e tão bem 'composta' como esta. Mas é uma situação que dá aso a coisas como um apelo pela parte do Comité Internacional de Hóquei Patins, para que as seleções mais fortes tenham fair-play e atenção para não 'massacrar' as seleções mais frágeis, situação que, a meu ver, e apesar de compreender, acho algo controversa visto o tipo de competição que é, um campeonato do mundo!

Foto: Site Oficial Colômbia 2013

Mas falando agora do que realmente é importante, na nossa seleção, cumprimos o esperado com três vitórias nos respectivos três jogos, dois eles em jeito de passeio, contra seleções mais frágeis (África do Sul e Israel) e o terceiro contra a congénere Angolana, uma equipa com uma maior organização, e com elementos mais evoluídos tecnicamente, alguns deles jogadores de equipas portuguesas, teste que os nossos miúdos passaram com distinção com uma vitória por 7-2, alcançando assim o primeiro lugar do grupo B.

Chegámos á derradeira fase, o 'mata-mata', e já nos quartos-de-final espera-nos a tal surpreendente seleção Colombiana, com um pavilhão a 'rebentar pelas costuras' e a gritar contra nós. Mesmo esperando uma grande equipa pela frente e um ambiente hostil, acredito nos nossos miúdos e tenho a certeza que passaremos mais este difícil teste.

Passo a passo rumo ao título, EU ACREDITO !!

Bernardo Neves