E não defraudou a quem teve oportunidade de presenciar esta partida que assistiu a um encontro jogado a alta velocidade e onde a incerteza no resultado final esteve presente até ao último segundo do encontro.
Entrou melhor o Sporting, a impor o ritmo e marcar o território. A equipa do Cascais encostou-se à sua defesa, fruto da pressão e da velocidade que os jogadores leoninos impunham à partida. O perigo rondava a baliza do Cascais, e o inevitável aconteceu aos 11 minutos com Gonçalo Favinha a aproveitar uma bola perdida junto à baliza adversária e a inaugurar o marcador.
O Pavilhão vibrou, o Sporting empolgou-se e foi ver a defesa forasteira a passar por apuros, com as faltas a sucederem-se para a equipa de Hugo Gaidão. Com o Sporting a mandar e a impor um ritmo elevadíssimo à partida, Favinha num remate quase frontal, eram decorridos 22 minutos aumenta a vantagem. Ainda se festejava o segundo golo Tomarense quando o Cascais faz a 10.ª falta. Bruno Monteiro não perdoa e aumenta para 3-0. Era o delírio na bancada.
Mas o balde de água fria estava ali mesmo à mão, quando 1 minuto depois e numa jogada aparentemente normal a defesa leonina deixa-se antecipar e é surpreendida com o golo do Cascais.
O intervalo chegava com o marcador a registar 3-1 para o Tomar, mas acima de tudo o que ficou na retina foi o belo jogo que a equipa de Nuno Lopes tinha presenteado os espectadores presentes.
Com o jogo aberto e com o Cascais mais fresco Bruno Januário não perdoa e faz o 4.º golo para a equipa de Cascais, decorriam 14 minutos. Mas o Sporting não desarma e Gonçalo Santos empata novamente a partida aos 15 minutos através de um livre directo.
Até ao final do encontro as oportunidades foram surgindo para as duas balizas mas com a equipa de Nuno Lopes a começar a dar sinais claros de cansaço seria a equipa forasteira a mostrar-se mais perigosa, com Fábio Guerra a mostrar-se seguro nos momentos chaves do jogo.
Num jogo a todos os níveis empolgante, o Cascais mostrou em Tomar argumentos de peso para subir de Divisão, principalmente por aquilo que mostrou no segundo tempo, uma equipa com atitude e muita personalidade que não vacilou nos momentos mais críticos e soube inverter o resultado a seu favor.
Nota de realce neste jogo para a moldura humana que praticamente encheu o Pavilhão “Jácome Ratton” incentivando do primeiro ao último minuto o Sporting de Tomar, assim como os escalões mais jovens em peso neste Sábado a apoiarem os seus “irmãos” mais velhos, que com cânticos foram alimentando até ao fim a esperança verde e branca.
Pelo SC Tomar alinharam: Fábio Guerra (gr), Orlando Fernandes, Gonçalo Santos (1), Bruno Monteiro (1), Gonçalo Favinha (2), João Capitolino, Ivo Silva, Esteves, André Silva e Carlos Costa (gr)
Crónica: Carlos Emídio Martins
Fotos: Barros Simões
Titulo: Cartão Azul
2 comentários:
Uma equipa que se diz candidata á subida, não pode estar a vencer por 3-0 e deixar o adversário dar a volta ao resultado. Se sábado correr mal, lá se vai mais um sonho de subida
E o golo que deveria ter sido validado ao cascais?
Sempre é verdade?
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